Em Goiás, doações de órgãos aumentam em 400% desde 2010

Apesar dos avanços, ainda existe uma extensa lista de espera e 264 pessoas aguardam por um transplante de rim em Goiás

Foto: Divulgação.

No mês de setembro, o Hospital Estadual Geral de Goiânia Dr. Alberto Rassi (HGG), por meio da Central de Transplantes de Notificação, Captação e Doação de Órgãos de Goiás (CNCDO), irá realizar uma programação voltada à divulgação da importância da doação de órgãos no Estado de Goiás. É o Setembro Verde.

O HGG busca conscientizar e incentivar as famílias a autorizarem o procedimento para diminuir a espera das pessoas que precisam de um órgão ou tecido para sobreviver. Segundo o gerente da Central, Fernando Augusto Ataíde Castro, o transplante significa, para quem o recebe, a retomada de melhor qualidade de vida.

O número de doações efetivas de múltiplos órgãos no Estado saltou de 17, em 2010, para 71, no ano passado – mais de 400% de aumento –, segundo dados da CNCDO. Esse resultado deve-se ao constante trabalho de capacitação das equipes de saúde e aos exigentes cuidados fornecidos aos pacientes antes, durante e após o diagnóstico de morte encefálica (ME), em conformidade com a legislação – o que tem proporcionado maior segurança para a realização do diagnóstico, por parte dos médicos, e maior confiança dos familiares.

De acordo com a Central de Transplantes, ao ampliar as captações, houve natural crescimento dos transplantes, tanto que, em 2017, foi alcançado o maior número de transplantes renais de toda a série histórica (114) e o maior número de transplantes de córnea (1.037). Por consequência, Goiás tornou-se o maior transplantador de córnea por milhão de pessoas no país.

Porém, apesar dos avanços, ainda existe uma extensa lista de espera. No momento, 264 pessoas aguardam por um transplante de rim em Goiás e outras 62 esperam por um transplante de córnea. O gerente da CET destaca que quanto mais as pessoas forem orientadas e comprometidas com as doações, maiores oportunidades de ofertas de órgãos, tecidos e partes do corpo, e, consequentemente, maiores serão os números de transplantes.

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