Em Goiás, cerca de 600 trabalhadores aderem à greve dos Correios

Categoria quer aprovar novo acordo coletivo de trabalho e é contra privatização da estatal

Foto: ABr

De acordo com o secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores na Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos e suas Concessionárias, Permissionárias,  Franqueadas,  Coligadas  e  Subsidiárias  no Estado de Goiás  (Sintect-GO), Eliseu Pereira, em Goiás, aproximadamente 600 trabalhadores já aderiram à greve dos Correios.

A paralisação foi anunciada na terça-feira, 10, após decisão tomada em assembleia da categoria em São Paulo, que contou com a presença de 5 mil servidores. Segundo o secretário-geral do Sintect-GO, somente em Goiânia, 275 funcionários assinaram adesão à greve.

Este é o estopim após 70 dias de uma campanha salarial que a categoria vem tentando negociar com o Governo Federal. Além disso, os trabalhadores se colocam contra a privatização da estatal, já anunciada pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL).

“Não nos resta alternativa a não ser paralisar. Estão travando as negociações para justificar a venda barata deste patrimônio nacional. A greve só terá fim quando houver negociação ou se o TST intervir”, disse Eliseu Pereira ao Jornal Opção.

Entenda

As tentativas de fazer um novo acordo coletivo com os servidores vêm desde julho, com mediação do Tribunal Superior do Trabalho (TST). Os Correios, no entanto, não aceitaram os termos indicados.

“A direção da ECT e o governo querem reduzir radicalmente salários e benefícios para diminuir custos e privatizar os Correios. Entregar o setor postal a empresários loucos por lucro. Para manter nosso acordo coletivo, repor as perdas aos salários e manter os empregos vamos ter que lutar”, informou em nota a Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores dos Correios (Findect).

A necessidade de um novo acordo se deve ao fato de que o vigente venceu no início de agosto. Em audiência no TST, decidiu-se pela prorrogação até 31 daquele mês enquanto ocorriam as negociações. Entretanto, com o fim do novo prazo e a distante busca por um consenso, os trabalhadores voltaram a discutir a greve. E os Correiros não quiseram prolongar o prazo.

A empresa informou que desde julho participa da mesa de negociação com os representantes dos trabalhadores, contabilizando dez encontros. “Durante as reuniões, a empresa apresentou sua real situação econômica e propostas para o acordo dentro das condições possíveis, considerando o prejuízo acumulado na ordem 3 bilhões de reais. As federações, no entanto, expuseram propostas que superam até mesmo o faturamento anual da empresa”, informou, em nota. “Os Correios convocam todos os empregados a continuar seu trabalho, focados na recuperação da sustentabilidade da empresa e no aprimoramento dos serviços prestados à população”, concluíram.

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