Em Goiás, agentes de proteção à criança cobravam propina para permitir menores em festas

Suspeitos eram responsáveis por fiscalização de eventos com bebidas alcoólicas

Divulgação

Quatro agentes voluntários de proteção à criança e ao adolescente foram presos nesta semana, na cidade goiana de Formosa, suspeitos de cobrar propina de empresários para permitir a presença de menores em festa com bebidas alcoólicas.

Três dos acusados trabalhavam na Divisão de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), da Vara da Infância e Juventude, que é responsável por realizar a fiscalização dos eventos.

Segundo a Polícia Civil, eles eram nomeados pela Justiça para fazer a fiscalização dos eventos e aproveitavam da função para obter vantagens. Os criminosos agiam há cerca de 4 anos e chegavam a faturar até R$ 5 mil por festa.

De acordo com o delegado José Antônio Machado Sena, os presos não fazem parte dos quadros do Poder Judiciário, embora sejam nomeados para a função por um juiz e destacou que referidos servidores também não são policiais.

A investigação da Polícia Civil durou cerca de dois meses e apurou que tais indivíduos exigiam valores para não autuar responsáveis por eventos que ofereciam bebidas alcoólicas e, às vezes, drogas ilícitas para menores. Além disso, o grupo cobrava para a realização de serviços de segurança privada nesses eventos.

“Quando eles não eram contratados pelos organizadores das festas para fazer a segurança, intensificavam a fiscalização nos eventos. Por outro lado, quando eram atendidos em suas exigências ilegais, não cumpriam com a obrigação de fiscalizar”, explicou Sena.

Eles irão responder por concussão, uma modalidade de corrupção passiva e organização criminosa.

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