Em Goiânia, pai mata próprio filho após discussão sobre ocupações em escolas

Após atirar contra estudante, engenheiro de 60 anos cometeu suicídio. Crime aconteceu no final da tarde desta terça-feira (15), no Setor Aeroporto

Reprodução/Facebook e YouTube

Guilherme Neto tinha envolvimento com movimentos sociais e de ocupação de escolas na capital. Pai não aceitava engajamento político do filho | Reprodução/Facebook e YouTube

Um homem de 60 anos matou o próprio filho, de 20 anos, e logo em seguida cometeu suicídio, em Goiânia, nesta terça-feira (15/11). O caso aconteceu no final da tarde, na Avenida República do Líbano esquina com a Rua 59A, no Setor Aeroporto, em Goiânia.

Segundo informações da polícia, o engenheiro Alexandre José da Silva Neto não aceitava que seu filho, o estudante Guilherme da Silva Neto, estivesse envolvido com movimentos sociais e de ocupação de escolas na capital. O conflito de ideias pode ter provocado a discussão que resultou na tragédia.

Imagens feitas por moradores da região mostram o idoso conversando com o filho, que estava sentado na calçada. Após discussão, o homem abraçou a vítima, atirou contra ele e logo depois na própria cabeça.

Um vídeo que circula na internet mostra pai e filho deitados um em cima do outro instantes após o crime. As imagens são fortes, se está disposto a ver, clique aqui.

O jovem morreu na hora. Já o idoso chegou a ser levado ao Hospital de Urgências de Goiânia (Hugol), mas não resistiu e morreu no hospital.

Guilherme Neto é filho da delegada aposentada da Polícia Civil de Goiás Rosália de Moura Rosa Silva. O caso está sendo investigado pela Delegacia Estadual de Investigações de Homicídios (DIH).

4 respostas para “Em Goiânia, pai mata próprio filho após discussão sobre ocupações em escolas”

  1. Wagner disse:

    Imagina o sofrimento do pai. Ser trabalhador e ter filho inútil é triste. Imagino o desespero dele.

  2. Yuri disse:

    Quantas tragédias esse novo governo já nos trouxe. É lamentável essa situação banal, um pai tirar a vida do filho por conta do mesmo possuir opinião política divergente, e possivelmente marcado pela culpa ter retirado a sua também. Só posso desejar meus pêsames a família. Nos dias de hoje, o que mais vale é a opção política, se fosse apoia um partido ou movimento automaticamente já é tachado de algo. Se você concorda com uma ideia, automaticamente concorda com todas. Se você encontra alguém com opinião contrária a sua, simplesmente o excluí de seu círculo de amigos. Não julgo aqueles que escolheram ser de esquerda ou direita, pois ambos possuem seus ideais, suas ideias sobre o que pode ser melhor para o futuro do Brasil, mas não sejam extremistas, isso não nos leva a nada, só atrapalha nossas vidas e nos causa sofrimento, raiva, ódio. Estamos muito intolerantes uns com os outros, só conseguimos enxergar nosso ponto de vista e repudiamos o do próximo. Tenho um professor que diz que sempre é importante temos pontos de vista diferentes porque assim podemos debater, conversar e assim ampliar nosso campo de visão, não nos fechando apenas a nós mesmos. Nós todos somos diferentes, todavia precisamos nos respeitar independente dessas diferenças. Já que o governo de Michel Temer está sendo rejeitado por grande parte da população, vejo que uma boa possibilidade e que poderia agradar seria eleger um novo presidente, nós poderíamos pedir isso. Sei que em 2018 teremos essa possibilidade e precisamos repensar bem. Na minha opinião nem eleger um extremista de um lado, nem do outro, mas sim um candidato que possa agradar os interesses gerais da população.

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