Em Goiânia, ministro do Trabalho afirma que Temer jamais cogitou aumento de jornada

Ronaldo Nogueira participou nesta segunda-feira da inauguração da nova Superintendência do Ministério do Trabalho, em Goiás

Ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira | Foto: Larissa Quixabeira

Ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira | Foto: Larissa Quixabeira

O ministro do Trabalho Ronaldo Nogueira disse nesta segunda-feira (28/11), durante entrevista coletiva em Goiânia, que o governo do presidente Michel Temer (PMDB) nunca cogitou aumento da jornada de trabalho, como chegou a ser ventilado no início da gestão peemedebista. “Não há hipótese de aumento. A jornada permanece no mesmo padrão: 8 horas diárias e 44 horas semanais”, garantiu.

O deputado federal do PTB desembarcou na capital para participar da inauguração da nova Superintendência do Ministério do Trabalho. À imprensa, o ministro explicou que a agência goiana é a primeira a ser instalada no Brasil dentro da nova política nacional do atendimento, funcionando como modelo teste.

“Além de padronizar a forma como o trabalhador será atendido, iremos aprimorar nossa eficiência e padronizar a estrutura física das agências e a agência goiana é a inspiradora dessas boas práticas”, explicou. A superintendência está localizada na Praça Cívica, na esquina com a  Avenida Araguaia, no centro da capital, e irá oferecer diversos serviços, como a homologação de rescisão de contrato, confecção de carteiras de trabalho e de registro profissional.

Sobre os problemas que a população tem enfrentado para obter a carteira de trabalho, dentre outros procedimentos, o ministro afirmou que este é um problema histórico e que se agravou em 2015, quando foi implementado o sistema de agendamento online. Segundo ele, as agências passarão a contar com a possibilidade de realizar a confecção do documento também de forma manual, caso o sistema vier a falhar. A alternativa, de acordo com ele, deve por fim ao problema.

Ronaldo Nogueira também foi confrontado sobre a política de geração de empregos do governo federal e sobre o texto da reforma trabalhista que deve ser enviado ao Congresso. Referindo-se a uma recente fala do presidente Michel Temer de que espera retomar a geração de empregos já em meados de 2017, o auxiliar afirmou ser fundamental que o mercado passe a oferecer segurança jurídica aos trabalhadores. Com esse foco, ele informa que tem ampliado o diálogo com centrais sindicais, visando a construção de um texto que atualize a legislação e consolide os direitos trabalhistas.

“O governo não tem uma proposta pronta. Ela está sendo feita por meio do diálogo entre trabalhadores e o foco é um texto que pacifique as relações, traga segurança jurídica e crie oportunidade de ocupação para todos”, reiterou.

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