Em Goiânia, ministra Kátia Abreu minimiza crise e destaca função social do agronegócio

Auxiliar veio à capital para apresentar o Plano Safra 2015/16 e apontou a burocracia como o maior entrave para a ação do governo federal

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Ministra ratificou a repercussão positiva do lançamento do Plano Safra 2015/16 pelos produtores rurais | Divulgação

 

Em visita a Goiânia, nesta quarta-feira (24/6), a ministra da Agricultura, Kátia Abreu, minimizou os efeitos da crise econômica nacional e destacou a “função social” do agronegócio para a recuperação econômica do País. “Não estamos vivendo nem a primeira, nem a última crise. Já vivemos várias e, em todos os momentos de crises, o agronegócio sempre respondeu com força e positivamente”, alegou.

A avaliação da ministra é uma reposta à pesquisa divulgada recentemente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que mostra que o crescimento de 4,7% registrado no setor agrícola, no primeiro trimestre de 2015, evitou uma queda ainda maior do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. “O campo contribui não só no aspecto financeiro, mas também na área social junto à população, que passa a ter mais renda sobrando pra investir em outros setores”, defendeu.

A ministra veio a Goiânia para apresentar a produtores, presidentes de sindicatos rurais e representantes do agronegócio goiano o Plano Safra 2015/16. Na ocasião, a auxiliar apontou a burocracia como grande barreira da ação do governo federal. “Nossa maior preocupação é fazer com que o dinheiro caia na conta do produtor até o dia 2 de julho”, destacou.

O lançamento oficial do plano foi realizado em Brasília, no último dia 2 de junho, com a presença da presidente Dilma Rousseff (PT) e agora a ministra percorre alguns estados do País para um lançamento regional. Em Goiânia, Kátia fez questão de ratificar a repercussão positiva do lançamento do documento por parte dos produtores rurais.

“Todos estavam esperando o pior. Tem gente que ainda associa ajuste fiscal a um corte total e acreditava em uma perda imensurável para o setor. O que presenciamos foi um aumento de 20% dos recursos. Apenas na área dos juros controlados nós aumentamos R$ 6,5 bilhões, além do limite do produtor que cresceu 8% para cobri-lo na questão da inflação e do aumento dos custos”, explicou.

Para 2015/16, a cifra disponibilizada pelo Plano Safra cresceu 20,2% se comparada com o valor de 2014/15. As taxas de juros ficaram entre 7,75 e 8,75% e o volume de recursos foi de R$ 187,7 bilhões, sendo R$ 94,5 bilhões destinados ao financiamento de custeio a juros controlados.

Em entrevista, o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), José Mário Schreiner, destacou a “sensibilidade” do governo da presidente Dilma para com o setor agropecuário. “O governo federal está atento e atendendo de uma forma muito especial o setor agropecuário. Em outros setores, os recursos foram reduzidos — temos o Fies e Minha Casa Minha Vida, por exemplo — ao passo de que o Plano Safra apresentou um aumento de mais de 20% nos recursos”, destacou.

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