Em Goiânia, CEO da Riachuelo faz críticas a Bolsonaro: “Não precisamos de radicalismo”

Presidenciável e um dos fundadores do movimento Brasil 200, Flávio Rocha esteve na capital nesta quarta-feira (4/4) e concedeu entrevista ao Jornal Opção

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Marcelo Gouveia e Matheus Monteiro

CEO da Riachuelo e pré-candidato a presidente pelo PRB, o empresário Flávio Rocha participou de agenda extensa nesta quarta-feira (4/4), em Goiânia. O recém-chegado na política é um dos fundadores do movimento Brasil 200, grupo apartidário da sociedade civil que pretende contribuir com ideias, propostas e soluções para o País. “Sou um liberal na economia”, define o empresário em entrevista ao Jornal Opção.

O discurso do empresário se baseia na economia livre, o que, segundo aponta, tem sido o caminho oposto adotado no Brasil. “Prova disso são as 3,5 milhões de ações trabalhistas movidas no ano passado. Quero ser o guardião da competitividade, quero destravar a economia e fazer com que o Brasil se torne mais atrativo”, afirma.

Sobre o Brasil 200, Flávio defende que o movimento se difere de outros, como o Movimento Brasil Livre (MBL), à medida que tem como principal objetivo aglutinar os interesses de quem realmente produz no País.

“A ideologia de capital contra trabalho está completamente superada. Sem gente que não vem investir não tem geração de emprego. É preciso mobilizar esses 98% da população para mostrar que o real inimigo são os que parasitam na máquina estatal”, defende.

Durante entrevista, o CEO da Riachuelo comentou o julgamento do Habeas Corpus do ex-presidente Lula (PT) e disse que seria uma grande frustração para ele — “o primeiro empresário a defender o impeachment de Dilma Rousseff (PT)” –, caso o Supremo Tribunal Federal conceda parecer favorável ao petista.

Flávio finalizou a entrevista fazendo críticas ao também presidenciável Jair Bolsonaro (PSL). “Ele radicaliza em muitos pontos. Não precisamos de radicalismo. Minha principal discrepância com o Bolsonaro é a questão econômica. Eu sou um liberal e acredito na força da livre iniciativa. Bolsonaro, pelo seu histórico de votações, é estatizante, nacionalista e anti-reformista”, finalizou.

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