Nas redes sociais, responsáveis buscam ajuda para encontrar maneiras de garantir que seus filhos sejam atendidos pelas creches municipais

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Quatro semanas após o início das matrículas nos Centros Municipais de Educação Infantil (Cmeis) de Goiânia, mães e pais reclamam que ainda não conseguiram vaga para seus filhos. Desde o primeiro dia do período, crianças são enviadas diretamente para a fila de espera.

Nas redes sociais, mães buscam maneiras de garantir a vaga. Em postagem no Facebook, uma mulher conta que só conseguiu que sua filha subisse para lista de matriculados, após solicitar ajuda do Conselho Tutelar. O Jornal Opção tentou contato com ela, que não respondeu às mensagens.

Mas o conselheiro tutelar da Região Norte de Goiânia, Bruno Sousa, disse que é possível a intervenção por meio de uma requisição feita pelos conselhos à Secretaria de Educação, frisando as necessidades da família em questão. No entanto, ele confessa que anda desesperançoso sobre esse meio.

“Desde que esse secretário assumiu os nossos pedidos não são atendidos, antes era mais fácil”, contou ao se mostrar surpreso com o fato de essa mãe ter conseguido dessa maneira. “Antigamente nós explicávamos a realidade das pessoas e garantia a vaga, caso contrário, as mães e pais iam à defensoria pública, hoje eu acho difícil isso acontecer”, relata.

Carolina Guedes, vendedora autônoma, afirma que já desistiu. Mãe de uma criança de 4 anos e outra de 1, ela diz que primeiro foi prejudicada com o impedimento de matricular o mais velho em Cmei e, depois, quando tentou vaga para a mais nova, foi diretamente enviada para a fila de espera.

No entanto, dias após ter feito a matrícula, ela disse que voltou ao sistema e, na verdade, a inscrição não havia sido homologada. “Depois que vi que a lista para o Cmei que eu precisava estava com 60 crianças, não refiz o pedido, porque sei que não serei atendida. Agora é tentar no próximo ano novamente. Triste realidade”, lamenta.

Ela conta que, com isso, terá que deixar o emprego para cuidar dos filhos em casa e a situação da família ficará complicada, já que o salário de seu marido não consegue suprir todos os compromissos mensais, que contavam com ajuda da renda de Carolina.

A reportagem entrou em contato com a Secretaria Municipal de Educação para saber quantas pessoas ainda esperam por vagas e quantas foram disponibilizadas, mas a pasta respondeu que as unidades educacionais estavam em recesso e, por isso, não seria possível responder à demanda.