Em reunião com Cármen Lúcia, presidente do TJ-GO pede que União se responsabilize por presídios

Magistrados ainda assinaram termo de cooperação técnica para adiantar, no âmbito de Goiás, o Cadastro Nacional de Presos

Fotos: Wagner Soares e Aline Caetano/TJGO

O presidente do Tribunal de Justiça de Goiás, Gilberto Marques Filho, classificou como positiva a visita da presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, ao Estado, na manhã desta segunda-feira (8/1).

Mesmo sem realizar vistoria no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, conforme havia sido planejado, a ministra participou de três reuniões na sede do Tribunal goiano e assinou um termo de cooperação para adiantar, no âmbito de Goiás, o Cadastro Nacional de Presos.

Segundo Gilberto, uma comissão já está sendo preparada para assumir a demanda e a previsão é de que os trabalhos se iniciem ainda nesta semana. Cármen Lúcia irá voltar ao Estado no dia 9 de fevereiro para conferir o andamento da medida.

Além da implementação do cadastro, o presidente do TJ-GO também reforçou que a força-tarefa criada desde a inspeção no Complexo Prisional de Aparecida já tem avaliado processos pendentes na tentativa de diminuir o número de presos nas unidades do Estado.

Em entrevista, Gilberto disse que, durante a reunião, chamou a atenção da presidente do Supremo para a responsabilidade da União na gestão dos presídios, não só em Goiás, mas em todos os entes federativos.

“Goiás não é um caso isolado. Passou da hora de pararmos de jogar a sujeira para debaixo do tapete e trazer a responsabilidade da União”, reforçou, acrescentando que a visita de Cármen Lúcia é “fator de motivação” para a tomada de medidas necessárias frente à crise no setor carcerário.

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.