Em discussão no âmbito federal, proposta de privatização dos Correios não interfere na instalação de agência em Anápolis

A inclusão da estatal no programa de privatização do governo federal foi recomendada pelo CPPI (Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos) e depende da aprovação do Congresso Nacional

A privatização dos Correios está sendo discutida há anos no âmbito federal. Em meados do mês passado, o presidente Jair Bolsonaro incluiu os Correios no PND (Programa Nacional de Desestatização). O decreto foi publicado no dia 14 de abril no Diário Oficial da União.

Na manhã desta sexta-feira, 7, um protocolo de intenções foi assinado pelo governador Ronaldo Caiado (DEM) e o presidente dos Correios, Floriano Peixoto Vieira Neto, para a instalação de uma agência especializada no atendimento a empresas no Distrito Agroindustrial de Anápolis (Daia).

Nessa perspectiva, o governador afirmou que a proposta de privatização da estatal não irá “de maneira alguma” atrapalhar ou criar dificuldades para este ou outros projetos. “Esse [projeto] vai viabilizar algo que estava parado, vai tornar viável uma estrutura que está sendo consumida pela erosão. Todas essas ações terão como objetivo final dar condições de melhorias para o cidadão em termo de emprego e qualidade de vida”.

O presidente dos Correios garantiu que os estudos de desestatização não vão terminar com os Correios. Segundo, Floriano Peixoto o processo irá aperfeiçoar o que já existe hoje. “Em todos os projetos firmados temos a certeza de continuidade. O que estamos assinando aqui, vou além, não é um protocolo de intenções e sim de certezas. Não existe nenhuma possibilidade que qualquer processo de desestatização venha impactar alguma ação dos Correios”.

A inclusão da estatal no programa de privatização do governo federal foi recomendada pelo CPPI (Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos). Após estudos, o conselho optou pela venda total da empresa, em vez do fatiamento, que poderá ser a venda majoritária (em que o Estado continua como acionista minoritário) ou venda de 100% das ações.

Nesse sentido, a venda da estatal depende que o Congresso Nacional aprove o projeto de lei que quebra do monopólio empresa e regulamenta a abertura do mercado postal à iniciativa privada. O texto foi apresentado em fevereiro pelo governo federal.

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