Em dia de vistoria em UPA, servidora cobra falta de médicos

Secretário de Saúde esperava Paulo Garcia para visitar obras, no Jardim Curitiba I, quando foi avisado de que apenas um dos três profissionais estava atendendo

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Paulo Garcia durante entrevista na UPA da Região Noroeste | Fotos: Marcello Dantas/Jornal Opção Online

Uma servidora do Cais do Jardim Curitiba I aproveitou a presença da imprensa nas obras de construção da nova Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Região Noroeste de Goiânia, no Setor Jardim Curitiba I, para denunciar que apenas um dos três médicos plantonistas estava atendendo na manhã desta segunda-feira (1º/5).

“Vocês aproveitem para avisar [o prefeito e o secretário] que hoje só tem um médico atendendo aqui, viu?”, disse a funcionária, após informar ao Jornal Opção Online e a outro repórter qual era a entrada de acesso ao canteiro de obras da nova UPA, localizada ao lado do Cais. O prefeito Paulo Garcia (PT) era aguardado para vistoriar o andamento dos trabalhos junto com o secretário de Saúde, Fernando Machado.

O petista chegou com quase uma hora de atraso. Enquanto o esperava, Fernando Machado teve a informação das ausências dos profissionais confirmada por assessores, e comentou o ocorrido. “Estávamos com três médicos listados para o plantão de hoje e, provavelmente, deve ter havido alguma falha. Vou checar pessoalmente o que houve pelo não comparecimento deles”, informou o secretário.

No entanto, pela manhã, conforme disse Fernando Machado, havia médicos fazendo atendimento laboratorial que poderiam ser realocados para atendimentos de urgência. “A questão do provimento das escalas médicas nas urgências é um problema sério em todo o país. Temos rotatividade grande e o próprio Ministério da Saúde vai lançar programa que, além de fazer [o atendimento] pelo Mais Médicos, também vai atender pelo Mais Especialidades, e o provimento das urgências”, pontuou, relatando que o anúncio do programa é aguardado com ansiedade.

Apesar de observar melhora na escala ultimamente, o secretário afirma que, ainda assim, há desfalques por parte dos plantonistas médicos em Goiânia, principalmente nos serviços de urgência.

A nova unidade na Região Noroeste

Durante a visita, Paulo Garcia frisou a importância da obra. “Temos investidos em Goiânia mais de R$ 1 bilhão. Esta é a segunda UPA de Goiânia [a outra fica no Setor Residencial Itaipu] e o que a diferencia do Cais é que terá um centro cirúrgico. Portanto, procedimentos de pequenos porte poderão ser realizados aqui mesmo. Mais um avanço para a região”, pontuou o prefeito.

O secretário de Saúde, Fernando Machado, afirmou que os trabalhos serão finalizados em dois meses para que sejam instalados equipamentos e, na sequência, realizados treinamento técnico de pessoal. As obras estão com mais de 90% em fase de conclusão. “Devemos ter que chamar alguns concursados para poder prover pessoal nessa unidade, haja vista que o porte é de 600 funcionários entre médicos, enfermeiros, odontólogos e outros”, listou.

A unidade vai funcionar em escala de 24 horas com laboratórios e salas de raios x. A capacidade de atendimento de urgência é de 500 pacientes por dia. O novo espaço conta ainda com sala de estabilização, espécie de Unidade de Terapia Semi-Intensiva para que pessoas em estado crítico possam aguardar assistência enquanto não consegue vaga nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI).

Cerca de 18 bairros da região serão beneficiados com a UPA, que terá 20 leitos. Segundo a prefeitura, a área construída é de 2.175,95 metros quadrados e o valor da obra é de aproximadamente R$ 3,6 milhões, mais os gastos com equipamentos, calculados em cerca de R$ 1,2 milhões.

A previsão para a abertura da nova UPA é de 90 dias, conforme informou o Paulo Garcia.

Cais viram UPAS

Segundo Fernando Machado, vários centros de atendimento devem ser transformados em UPA, como o Cais do Jardim América, Guanabara, Novo Horizonte e Amendoeiras, além de outras cinco unidades.

A principal diferença no atendimento à população será percebida na estrutura arquitetônica, especialmente porque os prédios dos Cais são antigos. “Temos espaço melhor para fazer classificação de risco para atender de forma mais ágil os pacientes mais graves”, resumiu.

A unidade o Jardim Curitiba vai continuar funcionando, mas como centro especializado com duas equipes de atendimento à família e ambulatorial, a fim de desafogar o fluxo da fila de urgência.

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