Pedido de impeachment contra Paulo Garcia é protocolado por professores da Rede Municipal

Sessão foi suspensa após representantes do Comando de Greve do Simsed usarem a tribuna livre. Eles pedem a posse imediata do vice-prefeito Agenor Mariano (PMDB)

Plenário da Câmara estava lotado na sessão desta quinta-feira. Foto: Reprodução/Twitter/Vereador Djalma Araújo

Plenário da Câmara estava lotado na sessão desta quinta-feira. Foto: Reprodução/Twitter/Vereador Djalma Araújo

A sessão plenária que ocorria na Câmara de Vereadores de Goiânia na manhã desta quinta-feira (5/6) foi suspensa pelo presidente Clécio Alves (PMDB) por considerar que integrantes do movimento grevista dos professores municipais desrespeitaram ao plenário e à Mesa Diretora. Juntamente com outros colegas da base aliada, o peemedebista deixou o plenário.

Um dos motivos da presença dos professores e de integrantes do Sindicato Municipal dos Servidores da Educação de Goiânia (Simsed) era para pressionar os vereadores a aprovar o pedido de impeachment do prefeito Paulo Garcia (PT), que foi protocolado por volta de 10h, e deve ser apreciado na semana que vem em plenário. A categoria, que está em greve desde o dia 26 de maio, pede o afastamento e posse imediata do vice-prefeito Agenor Mariano (PMDB). A alegação é a de que Paulo Garcia não está conseguindo administrar a cidade.

Da oposição, Cristina Lopes (PSDB) falou que ela e outros colegas tentaram reabrir a sessão, contudo, nenhum dos políticos que compõem a Mesa aceitam o reinício dos trabalhos. “Os professores e os vereadores de oposição estão todos aqui, parados.”

Os debates foram acalorados e as galerias da Casa estavam lotadas. Os vereadores aprovaram a suspensão da sessão por 10 minutos para que dois dos representantes da categoria usassem a tribuna. No entanto, o tempo de um deles foi cortado pelo peemedebista.

Após protocolado o impeachment, o próprio presidente deve formalizar a solicitação. De acordo com a lei, o pedido deve ser apreciado na sessão seguinte, ou seja, na próxima terça-feira (10). Antes disso, a presidência pode pedir à procuradoria-geral da Câmara uma análise do processo, com prazo de cinco dias de conclusão, de acordo com o procurador Marconi Pimenteira.

O parecer para acatar ou não o pedido pode ser aprovado com 2/3 dos votos. Se estiver nos conformes, haverá um sorteio para que três dos 35 vereadores formem a comissão processante, que analisará a procedência do requerimento e decide por iniciar ou não o impeachment.

A reportagem tentou contato com o prefeito, mas sem sucesso. A assessoria do Paço alegou que não há motivos para que Paulo Garcia se posicione a respeito e que o Poder Legislativo irá “resolver” a questão.

Bloco moderado

O bloco moderado não discutiu o pedido de impeachment do prefeito Paulo Garcia, que pode ser protocolado nesta quinta-feira na Câmara de Goiânia. Paulo da Farmácia (Pros), integrante do bloco, disse ao Jornal Opção Online que ele e os outros três vereadores que compõem o grupo ainda não discutiram o teor da proposta.

Na opinião dele, o prefeito precisa de apoio da Casa neste momento de crise. “Se aprovado o impeachment agora a situação só piora. Temos que ajudar para que a situação financeira e do lixo seja resolvida e as gratificações de servidores voltem a ser pagas”, listou. Já Elias Vaz (PSB) disse acreditar na possibilidade de abertura do processo caso seja exigida a maioria dos votos para tal.

Nos bastidores, comenta-se que a prestação de contas do último quadrimestre prevista para esta semana foi adiada devido ao clima tenso na administração municipal.

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Leandro

olha nao sou funcionario publico nao nem gosto de serviço publico. mais como que um cara desse acabou com goiania em todos os sentidos? e pilantra de mão cheia mesmo professor com salario péssimo desses e ninguem mostra a cara