Em dia de manifestação de funcionários da Caoa, Humberto Aidar afirma que há manipulação de informações

Representante do Sindicato diz que a companhia já estaria sentido prejuízo, contabilizando demissões. Presidente da CPI dos incentivos contesta 

Manifestação de funcionários da Caoa | Foto: Luiz Phillipe Araújo/ Jornal Opção

Sindicatos representantes dos funcionários do grupo Caoa protagonizaram na tarde desta quarta-feira, 6, manifestação ruidosa na porta da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego). Com apitos, faixas e palavras de ordem, trabalhadores pediam a manutenção dos incentivos fiscais para a companhia, denunciada em CPI por conta de desequilíbrio entre renúncias oferecidas pelo Estado e pagamento de ICMS. O relator da comissão, deputado Humberto Aidar (MDB) afirma que há falta de informação.

Segundo o secretário-geral do Sindicato dos Metalúrgicos de Anápolis, Divino Leite, a categoria já sente os efeitos da CPI. Segundo ele, a empresa teria protocolado duas cartas junto à entidade na última semana, sendo que uma tratava de férias coletivas e outra sobre demissão em massa. “Na sexta-feira foram 86 funcionários demitidos e nesta semana há previsão de nova leva. Quem está saindo perdendo somos nós trabalhadores”, afirma o secretário.

Já para o presidente da CPI dos Incentivos, deputado Humberto Aidar — que repetidas vezes foi citado em meio às críticas das lideranças trabalhistas — os riscos de demissão e as demissões consolidadas não estariam ligados à redução de incentivos fiscais. Segundo ele, a investigação foca na busca por explicações. “Acontece é que nós apresentamos números alarmantes do dinheiro que a Caoa já recebeu do Estado e quanto ela paga de ICMS 0,24%”, afirmou Aidar.

O nome de Aidar chegou a ser convocado por manifestantes. Sobre isso o parlamentar afirmou: “Eu não quero conversar com servidor, com funcionário. Eles são trabalhadores, estão cumprindo as ordens, eu quero conversar com o dono para ele dar explicações”. Disse relembrando que a CPI convocou o presidente do grupo, Carlos Alberto de Oliveira Andrade, que apresentou atestado médico.

Em dia de prestação de contas, a secretária da Economia, Cristiane Schmidt também comentou o protesto. A gestora afirmou que vê as pressões como naturais: “Pressões sempre teremos, nós tínhamos renúncias no Estado de Goiás na ordem dos R$ 9 bilhões, a segunda maior do Brasil. Aqui é a Casa do povo, aqui é a casa dos debates, então entendo perfeitamente que tentem de alguma maneira evitar os cortes de incentivos”. Apesar disso afirma que a revisão da política de incentivos é necessária.

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