Em debate, Zé Eliton esclarece motivos por trás da decisão de privatizar Celg

Candidato à reeleição foi questionado sobre a venda da companhia durante debate entre os governadoriáveis nesta quarta-feira (12/9)

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Elisama Ximenes

Durante debate entre os governadoriáveis, promovido pela Sagres 730 nessa quarta-feira (12/9), o candidato do PSOL, Weslei Garcia, perguntou para José Eliton (PSDB) sobre a venda da Companhia Energética de Goiás (Celg). Garcia alegou que Marconi Perilo (PSDB) prometeu que não venderia a estatal em 2014, quando era candidato à reeleição ao governo do Estado. O socialista questionou, então, o descumprimento da promessa, já que a companhia foi vendida para a Enel no último mandato.

José Eliton desmentiu que essa seria uma promessa de 2014, mas da campanha de 2010. O governadoriável justificou que a companhia foi vendida quando 49% era do governo estadual e os outros 51% da Eletrobrás, pertencente ao governo federal, e que era, então, a acionista majoritária. “A decisão de privatização se dá em função das circunstâncias do próprio setor elétrico nacional, que foi extremamente fragilizado em função da política de modicidade tarifária que foi estabelecida pela ex-presidente Dilma Rousseff”, afirmou o candidato.

Segundo Eliton, a geração de dividendos para a Celg começou com a privatização da Usina Hidrelétrica de Cachoeira Dourada, que foi vendida para o Grupo Endesa España, em 1997, durante o governo de Maguito Vilela, do então PMDB. Eliton, que foi presidente da Celg-Par até 2011, garantiu que durante os mandatos peessedebistas houve uma tentativa de recuperação da companhia e que foi fortemente reforçada durante a campanha de 2010, mas não em 2014, como afirmou o candidato do PSOL na pergunta.

Na réplica, Weslei Garcia reiterou a promessa feita pela chapa do PSDB na campanha de 2014, e afirmou que não inventou tal informação, haja vista sua participação, também, na eleição anterior. Garcia questionou o oponente sobre quem estaria lucrando com a venda da estatal. Durante a tréplica, o candidato à reeleição criticou o tom exaltado do concorrente e o moralismo de candidatos que tem partidos com denúncias de corrupção nas costas.

Privatização

A conclusão da venda da Celg para a italiana Enel se deu no dia 14 de fevereiro de 2017. O então governador Marconi Perillo e o presidente da Eletrobrás Wilson Ferreira Júnior assinaram a privatização da companhia, que foi vendida para a Enel por R$ 2,187 bilhões, com a promessa de que a empresa italiana investisse R$ 3 bilhões nos três anos que se seguissem.

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