Em CPI dos Incentivos, representante da Novo Mundo diz que investiu mais que o prometido

Carlos Luciano reforça que deveria investir R$ 80 milhões em Goiás, mas comprovou investimentos de R$ 132 milhões

Foto: Francisco Costa/Jornal Opção

A CPI dos Incentivos Fiscais realiza, nesta segunda, 9, oitivas com representantes das empresas Caoa, Hypera, Pif Paf e Novo Mundo. Inicialmente, o relator Humberto Aidar (MDB) já apresentou uma solicitação para convocações para os dias 23 e 30 de agosto e 7 de outubro, o que foi aprovado.

Entre os nomes, serão chamados César Helou da Laticínios Bela Vista, José Carlos Garrote, da Super Frango; Otávio Lage, da Jales Machado, para o dia 23; além de representantes da Teuto, Cargil Agrícola, 30; Ambev, Granol; e JBS, que deve ser representada por Wesley Batista.

O primeiro a falar na comissão é Carlos Luciano, presidente da Novo Mundo. Em texto distribuído antes da oitiva, o empresário afirma que levantou todos os números que mostram o impacto positivo dos incentivos fiscais concedidos pelo Estado de Goiás ao grupo. Segundo ele, empresa investiu muito mais do que a meta estabelecida, e multiplicou o ICMS recolhido e os empregos gerados em Goiás por quatro vezes mais.

“A empresa cumpriu com todas as contrapartidas garantindo a média de ICMS anterior, gerando 2.918 empregos em Goiás, sendo que antes dos incentivos eram 720. Ou seja, a empresa multiplicou por quatro o número de empregos gerados, somando uma folha de pagamento de R$ 84 milhões em 2018. Já o ICMS recolhido mostra que o crescimento gerou ganhos significativos ao Estado: em 2002, ano de concessão do incentivo, a Novo Mundo recolheu aos cofres de Goiás R$ 7.202.883 e, em 2018, R$ 31.395.918 (4,4x a mais)”, descreve.

Carlos Luciano ainda reforça que quando recebeu o crédito outorgado em 2012, se comprometeu a investir R$ 80 milhões em Goiás, mas comprovou investimentos de R$ 132 milhões. “A partir de 2018, a empresa se comprometeu a investir mais R$270 milhões, sempre garantindo a média de ICMS que recolhia anteriormente. Destaca-se que o Grupo nunca comprou ou vendeu créditos para terceiros”, completa.

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