Em bate papo, Marconi e Alckmin defendem Reforma da Previdência

Governadores responderam perguntas feitas por internautas e defenderam redução dos juros, austeridade fiscal e políticas para que País volte a crescer e gerar empregos

O governador de São Paulo Geraldo Alckmin, e o de Goiás, Marconi Perillo, durante “Papo com o Governador” | Foto: Alexandre Carvalho/A2img

Em encontro com seus seguidores nas redes sociais neste domingo (9/4), os governadores de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), e de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), responderam perguntas de internautas sobre diversos temas. Estiveram na pauta do bate papo a Reforma da Previdência, esforço fiscal nos Estados, a relação com os outros governadores, agronegócio, educação e Pacto Federativo.

Os dois defenderam as reformas Tributária e da Previdência, a redução da taxa básica de juros da economia (Selic) e a formulação de uma política regional de desenvolvimento para que o país volte a crescer de forma sustentável e a gerar empregos. Ao falar sobre os reflexos da crise econômica nacional sobre os estados, Alckmin elogiou o trabalho do governador goiano.

“Nós tivemos uma queda de arrecadação muito grande nesses últimos três anos. Foi a maior crise talvez dos últimos cem anos do Brasil, e nós reduzimos os gastos. Então, São Paulo não tem déficit, tem até um superávit primário. E em Goiás, Marconi fez um trabalho exemplar no Estado”, afirmou o governador de São Paulo.

Ele defendeu, ainda, a criação de políticas públicas que incentivem o empreendedorismo. Para Alckmin, o jovem tem vontade de empreender, mas o Estado cobra impostos, burocratiza e cria problemas demais. “Nós precisamos fazer reformas e tomar medidas para estimular a atividade empreendedora, para o Brasil voltar a crescer e ter emprego e renda”, disse.

Marconi ressaltou que a atual situação econômica nacional é resultado de políticas econômicas desastradas e completamente equivocadas que levaram à crise em que se encontra o país.

“Durante dois anos tivemos que ter um controle rigoroso em relação às despesas, porque senão poderíamos ter entrado em colapso como outros estados entraram e certamente quem teria problemas seriam os funcionários e os aposentados, que ficariam sem receber seus salários. Ou as pessoas que dependem do serviço público, de educação, de segurança. Quer dizer, se nós não tivéssemos sido rigorosos nos planos de austeridade, Goiás, São Paulo e outros Estados que fizeram o dever de casa estariam amargando hoje sérios problemas”, enfatizou.

Reformas

Os dois governadores defenderam uma Reforma da Previdência isonômica, que atenda trabalhadores do serviço público e da iniciativa privada da mesma forma. “O que se pretende fazer é algo que seja isonômico, que deixe de ser assimétrico entre as pessoas que trabalham como cobrador de ônibus e outras que trabalham no serviço público e ganham muito mais”, explicou Marconi.

Para ele, a reforma deve ser discutida suprapartidariamente, sem radicalismo ideológico e político, porque afeta a todos. Esse tema não pode ser tratado com populismo, com base apenas no corporativismo de algumas categorias. Precisa ser tratado assim: ou a gente faz isso, ou muitos estados brasileiros vão virar a Grécia. Vão quebrar, vão falir. E aí os principais prejudicados vão ser os próprios funcionários”, declarou.

No fim, questionado sobre a relação com os outros Estados, Marconi agradeceu a Alckmin pelo esforço conjunto para retirada da ação que pedia o fim dos incentivos fiscais em Goiás. “O senhor foi sensato e correto, e estamos juntos agora na busca de uma solução definitiva”, pontuou, lembrando que a medida, se fosse aprovada, causaria grande perda de empregos em Goiás.

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