Em 4 dias, Brasil dobra o número de pessoas com coronavírus

Em apenas um dia foram mais de 300 casos confirmados. “A curva de crescimento está dentro da nossa expectativa. O Brasil não é o país que tem a maior variação de casos dos 10 países mais acometidos”, explica secretário-executivo do Ministério da Saúde

Foto: Reprodução

O Brasil atingiu nesta terça-feira, 24, a marca de 2.201 infectados pelo novo coronavírus (Covid-19). Em apenas um dia foram mais de 300 casos confirmados. Este aumento significativo, segundo o Ministério da Saúde, já era esperado.

A velocidade de contágio do coronavírus tem avançado cada vez mais rápido no país. A marca dos 600 infectados foi superada em 19 de março. Em 21 de março já foram registrados 1.128 casos. Quatro dias depois, o coronavírus chegou ao patamar de 2.000 casos.

“Nós estamos acompanhando isso [o aumento no número de casos] e nós estamos ficando abaixo dos 33% que deveria aumentar por dia, como visto em outros países”, disse o secretário-executivo do ministério João Gabbardo, em entrevista coletiva nesta terça-feira.

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, já havia alertado de que os números iriam aumentar exponencialmente até o fim de junho. “Estamos imaginando que vamos trabalhar com espirais ascendentes entre abril, maio e junho. Passaremos de 60 a 90 dias de muito estresse e teremos sobrecarga”, disse na semana passada.

Segundo estimativas do ministro, em julho os casos deverão entrar em recessão e em agosto e setembro o cenário deverá estar voltando a patamares menores. “Desde que a gente construa a chamada imunidade em mais de 50% das pessoas”, afirmou.

De cada 100 pacientes com coronavírus, conseguimos identificar 14

João Gabbardo explicou que a maioria dos casos de coronavírus são assintomáticos, ou seja, a pessoa terá a doença, mas não apresentará sintomas. “De cada 100 pacientes com coronavírus, conseguimos identificar 14. Cerca de 86% das pessoas que tem coronavírus não são identificadas. Isso ocorre no mundo inteiro”, explicou.

“A curva de crescimento está dentro da nossa expectativa. O Brasil não é o país que tem a maior variação de casos dos 10 países mais acometidos. Estamos abaixo da média entre os países. O crescimento de casos está dentro da expectativa”, disse o secretário-executivo.

Atualmente, todos os estados do país registram casos da doença, mas nem todas as regiões apresentam o mesmo nível de transmissão. A região norte, por exemplo, tem 3,7% do total de casos do Brasil. Na outra ponta, a região Sudeste representa o maior percentual, na ordem de 58,1%.

Leitos de UTI

Para o enfrentamento ao coronavírus, o Ministério da Saúde divulgou um balanço de como está a situação de leitos de UTI no país. Segundo a pasta, o Brasil tem 55.000 leitos, o que dá uma taxa de 2,62 por 10 mil habitantes.

Países europeus que enfrentam a epidemia estão em situação pior que a brasileira. Segundo o governo, a França tem 7.000 leitos e uma taxa de 1,05 a cada 10 mil habitante, enquanto a Itália tem 5.000 leitos e uma taxa de 0,83 a cada 10 mil habitantes.

A melhor situação entre os europeus é a Alemanha que tem 25.000 leitos de UTI e uma taxa de 3,02 por 10 mil habitantes. Uma das explicações pela qual o país tem alto número de infectados mas poucas mortes. (Com informações do Ministério da Saúde e da Exame)

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