Em 2021, senhas mais usadas são consideradas as mais inseguras

Oito entre dez códigos são combinações fáceis para cibercriminosos adivinharem

Especialistas recomendam autenticação em duas etapas para aumentar segurança na rede | Foto: Divulgação

A empresa de segurança internacional ESET divulgou as 200 senhas mais utilizadas para a proteção de contas de usuários em 2021. Segundo o levantamento, oito dos códigos mais usados são combinações de números facilmente adivinhadas por cibercriminosos, com “123456”, “123456789”, e “12345”, em primeiro, segundo e terceiro lugar da lita. 

De acordo com a empresa que atua na detecção proativa de ameaças, no entanto, é essencial ativar a chamada autenticação em duas etapas, para que as chances de sequestro de contas sejam significativamente reduzidas. O relatório, inclusive, permite que sejam encontradas as senhas mais populares por país, incluindo o Brasil, Chile, Colômbia e México. Entre os padrões encontrados, estão nomes dos países e versões no idioma local da mesma senha. Além disso, há quem coloque nomes de pessoas e times de futebol próprios da região como código de proteção.  

A especialista em segurança de TI do Laboratório de Pesquisas da ESET América Latina, Cecília Pastorino, inclusive, recomenda que caso qualquer uma dessas senhas – ou variações – venham sendo utilizadas, que elas sejam alteradas de modo a proteger a conta de forma mais segura. 

“Considere o uso de uma senha única para cada uma de suas contas online, o que tornaria mais difícil ou mesmo impossível de decifrar. Além disso, evite cair em outros maus hábitos relacionados à criação e ao uso de senhas, como a reutilização de senhas para diversos serviços”, destaca Cecília. 

Isso, porque o uso da mesma senha para diferentes serviços pode facilitar ataques “de força bruta” para descobrir as credenciais de acesso. Uma vez descobertas as senhas, os hackers podem obter a chave para outros serviços, além de dados pessoais, que podem ser vendidos em fóruns da dark web, local onde são adquiridos materiais de outras pessoas para a realização de campanhas maliciosas. 

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