Elon Musk, o magnata por trás da Tesla, X e SpaceX, negou alegações de uso de drogas. Ele destaca que fez três anos de testes aleatórios que não revelaram qualquer vestígio de entorpecentes.

Após uma matéria do Wall Street Journal sugerir que Musk consumiria maconha, LSD, cocaína, ecstasy e cogumelos psicodélicos, o empresário falou sobre a questão em uma publicação no X (anteriormente Twitter) no domingo, 7.

A iniciativa para os extensivos testes de drogas foi instigada pela Nasa, agência espacial dos EUA, após Musk ser flagrado fumando maconha no programa do comediante Joe Rogan em 2018. “Nenhum vestígio de drogas ou álcool foram encontrados”, se defendeu.

Executivos e membros do conselho de administração de suas empresas, incluindo Tesla e SpaceX, expressaram preocupação com as alegações sobre o uso de drogas pelo bilionário.

Linda Johnson Rice, ex-diretora da Tesla, revelou que sua decisão de não buscar a reeleição para o conselho da empresa em 2019 foi influenciada pela frustração com o comportamento volátil de Musk e seu suposto consumo de drogas.

Essa situação pode ser especialmente prejudicial, já que o uso de drogas poderia resultar em violações das políticas federais em vários países, o que compromete contratos governamentais que representam bilhões de dólares para as empresas de Musk.

A SpaceX, por exemplo, mantém contratos substanciais com o governo dos EUA, totalizando cerca de US$ 14 bilhões. Sendo a única empresa autorizada a transportar astronautas da Nasa para a Estação Espacial Internacional, a SpaceX também conduz negócios com o Pentágono, fornecendo satélites, entre outros serviços.

O advogado de Musk, Alex Spiro, já havia declarado ao Wall Street Journal que o bilionário é “testado regularmente e de forma aleatória” e que “nunca” foi detectado o uso de drogas. Ele acrescentou que a matéria do veículo inclui “fatos falsos”, embora não tenha especificado quais informações não correspondem à realidade.

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