Elias Vaz critica escolha de relator de proposta que pede investigação de gastos com cartão corporativo

Presidente da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle (CFFC), Léo Motta (PSL-MG), chamou para si a relatoria do projeto

Elias Vaz | Foto: Fernando Leite/Jornal Opçãoi

O deputado federal Elias Vaz (PSB) criticou a escolha do parlamentar que irá relatar o projeto de sua autoria que propõe fiscalizar despesas efetuadas com o cartão corporativo do presidente Jair Bolsonaro (PSL), já que no portal da transparência há muitos dados classificados como sigilosos.

O presidente da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle (CFFC), Léo Motta (PSL-MG), chamou para si a relatoria do projeto. Para Elias, essa decisão é imprópria. “Faltou bom senso do presidente da comissão [Léo Motta], que é do mesmo partido do presidente e apoiador do governo. A comissão deveria ouvir um parlamentar que fosse imparcial neste caso”, justificou.

Elias chegou a pedir auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre os dados em sigilo. Segundo ele, só no primeiro semestre deste ano, foram registrados sob sigilo gastos com cartões corporativos no valor de R$5,8 milhões.

O parlamentar afirma que os gastos secretos da Presidência da República já somam 15% a mais se comparados ao mesmo período do ano passado. “Esses gastos são questionáveis, sobretudo, porque, quando era deputado federal, Bolsonaro criticava as despesas com cartão corporativo”, assinala.

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