“Eles têm a campanha do medo. Nós temos a honestidade e as ideias para a cidade”

Em breve bate-papo com o Jornal Opção, o candidato à Prefeitura de Anápolis pelo PTB comenta resultados de recentes pesquisas e diz que é preciso cautela

Roberto do Órion: sucesso do empresário em Anápolis | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

Roberto do Órion em entrevista ao Jornal Opção | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

Às vésperas do segundo turno das eleições municipais, o candidato pelo PTB à Prefeitura de Anápolis, Roberto do Órion, tem intensificado a presença nas ruas e discutido com os setores da sociedade propostas para a cidade. Contra a máquina do governo do atual prefeito João Gomes (PT), o petebista vem em uma linha crescente desde o primeiro turno e já assume a liderança com folga, conforme recentes pesquisas de intenção de voto.

Em breve entrevista ao Jornal Opção, o candidato ressalva que é preciso cautela antes de comemorar o resultado dos recentes levantamentos: “Os número que realmente valem são os do dia 30”. “Não tem nada ganho. Pelo contrário, imagino uma disputa apertadíssima até o último momento. Eles têm a campanha do medo e a máquina. Nós temos a honestidade e as ideias para a cidade”, complementa.

Apostando na mudança e na ideia do novo, Roberto pondera que tem conversado com os moradores de forma franca, “de cidadão para cidadão”. “A política tem que ser feita para a cidade, não para os políticos”, acrescenta.

Uma de suas principais metas, a geração de emprego é destacada pelo petebista e, para isso, lista uma série de ações que pretende executar, caso eleito. Na entrevista, o candidato do PTB fala também sobre suas propostas para o setor da Segurança Pública e sobre sua relação com a Câmara Municipal, caso eleito.

Como está a campanha nesta reta final? Como tem sido a resposta dos eleitores nas ruas?
De nossa parte a campanha tem sido ótima. Intensificamos a presença nas ruas, discutimos com os vários setores da sociedade propostas que sejam ao mesmo tempo realizáveis, criativas e eficientes. Estamos conversando com as pessoas para ouvir e sentir o que eles pensam da política e da mudança que precisa ser feita para aproximar a prefeitura das pessoas. Então, como mais um dos moradores de Anápolis, temos participado dessas conversas de forma franca, de cidadão para cidadão. A política tem que ser feita para a cidade, não para os políticos.

Recente pesquisa Fortiori mostra o senhor 11 pontos à frente do prefeito João Gomes. Qual é a sua avaliação sobre esse crescimento?
A mesma que sempre tivemos no primeiro turno. Não brigamos com pesquisas e tentamos extrair delas o que o momento nos apresenta. Dessa forma, ficamos gratificados pelos números mas sabemos que os números que realmente valem são os do dia 30. Por isso, trabalhamos incansavelmente para mostrar as pessoas que nisso tudo o mais importante são as ideias para Anápolis. Não tem nada ganho. Pelo contrário, imagino uma disputa apertadíssima até o último momento. Eles têm a campanha do medo e a máquina. Nós temos a honestidade e as ideias para a cidade.

O senhor tem dito que a geração de emprego será uma meta em seu governo. Como pretende executar isso?
Transformando a prefeitura numa parceira do crescimento. Olha, em todas as áreas nós podemos fazer mais pelo emprego. Primeiro, estimulando a criação de centros empresariais para atrair empresas e abrir novos postos de trabalho. Também precisamos desburocratizar o relacionamento entre o médio e pequeno empresário e a prefeitura. Além disso, há milhares de empregos que podem ser gerados tirando a guarda municipal do papel, expandindo o serviço de abastecimento de água na cidade, contratando os médicos que precisam atuar no atendimento para a população e na expansão das feiras, no apoio ao produtor e a cultura, por exemplo. Também vamos implantar cursos de qualificação para que os trabalhadores de Anápolis possam garantir os melhores empregos. Para garantir mais trabalho é preciso que a prefeitura faça a sua parte e descruze os braços.

Em todo País, tem se falado muito sobre a área da segurança pública. Acredito ser uma demanda nacional e, mesmo em eleições municipais, o assunto tem predominado. Dessa forma, quais são suas propostas para o setor? 
A população não quer milagre. Quer ações corajosas e práticas que funcionem. Então, as primeiras ações práticas são a limpeza dos lotes baldios que hoje são verdadeiros esconderijos de bandidos. Além disso, substituir as lâmpadas comuns por led, que iluminam melhor e duram mais, diminuindo o custo e a necessidade de reparo frequente. Também vamos tirar a Guarda Municipal do papel que já poderia estar na rua mas, por desinteresse da atual gestão, ainda é só uma promessa eleitoral. Além disso, vamos trazer de volta com a Guarda Municipal a patrulha escolar e a patrulha rural. Também vamos aumentar o alcance da vigilância de câmeras com a inclusão de equipamentos particulares e o banco de horas da PM, cobrando também do governo estadual o aumento do efetivo policial. A prefeitura não pode se acovardar quando o assunto é segurança.

No próximo mandato na Câmara de Anápolis, o PT continuará a ter a maioria na Casa. Como pretende lidar com essa realidade, caso eleito?
Passada a eleição, ali estarão homens e mulheres que não pertencem a um partido. Gente que recebeu a incumbência de representar a população. Eu penso assim. Uma medida que beneficie a cidade, não pode ser vista como obra de A, B ou C. É uma conquista da população. Vou abrir um canal de diálogo com todos. Porque ali estão os representantes do povo. Quero construir um relacionamento produtivo. A mudança é colocar a cidade acima dos interesses pessoais ou de um partido. E penso que todos os políticos que se elegeram entenderam esse recado vindo das urnas.

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