A eleição para o Governo de Goiás em 2026 deverá ser marcada por uma questão central: o eleitor quer mudar o rumo do Estado ou manter o caminho adotado nos últimos anos? Os dados disponíveis apontam para uma resposta bastante clara: a maioria dos goianos quer continuidade.

A segurança pública é um dos principais motores dessa conclusão. O Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026 mostra que Goiás reduziu em cerca de 65% a taxa de mortes violentas intencionais em uma década. Em 2025, o Estado também registrou a menor taxa de roubos a estabelecimentos comerciais do país.

Os números ajudam a sustentar uma das principais marcas da gestão Caiado-Vilela: a segurança pública. A percepção de que Goiás se tornou um Estado mais seguro deixou de depender apenas do discurso político e passou a encontrar respaldo nos indicadores oficiais.

Essa avaliação também aparece diretamente nas pesquisas. Levantamento Genial Investimentos/Quaest apontou que 84% dos eleitores aprovaram a gestão de Caiado-Vilela, contra 11% que desaprovaram.

Mais reveladora ainda é a resposta sobre o futuro. 32% dos entrevistados afirmaram que o próximo governo deve continuar o mesmo trabalho realizado por Caiado, enquanto 39% defendem a continuidade,com mudanças pontuais. Na prática, 71% querem que o próximo governo siga o caminho atual, ainda que parte deles espere ajustes.

A preferência pela continuidade aparece inclusive entre grupos politicamente distintos. Entre os eleitores que se identificam como lulistas, 36% defendem a manutenção do trabalho; entre os bolsonaristas, são 35%. Considerando aqueles que querem continuidade com mudanças pontuais, a preferência chega a 64% entre lulistas e 72% entre bolsonaristas.

O cenário, portanto, é menos de desejo por ruptura e mais de aprovação de um modelo que o eleitor entende que deve continuar.

Para 2026, o desafio colocado ao eleitor não parece ser escolher entre o passado e uma mudança completa de direção. Os números sugerem outra coisa: os goianos querem que o próximo governo continue o que vem funcionando e dê sequência ao projeto que transformou a realidade do Estado nos últimos anos.

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