Eleitor bolsonarista sabe que Wilder Morais ajudou na escolha de Alexandre de Moraes, o algoz de Jair Bolsonaro, para o STF
02 outubro 2026 às 10h16

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Se ajudou a escolher Alexandre de Moraes — o Xandão — para ministro do Supremo Tribunal Federal, o senador Wilder Morais é, de alguma maneira, parça do algoz do ex-presidente Jair Bolsonaro. Por isso, vários integrantes do PL não o consideram bolsonarista. Inclusive, Flávio e Eduardo o toleram, por ser do mesmo partido, não tem entusiasmo algum por sua candidatura.
Durante o governo de Michel Temer, como presidente da República, Alexandre de Moraes foi escolhido ministro depois de uma longa sabatina na chalana de Wilder Morais no Lago Paranoá, em Brasília. Tudo regado a uísque, vinho e charutos de excelência. O leitor pode conferir toda a história numa reportagem detalhada na revista “Veja” (https://tinyurl.com/5n7972p9).

Aprovado na chalana (conhecida, desde então, como Senadinho) de Wilder Morais, Alexandre de Moraes se tornou ministro do STF, em 2017 — há quase dez anos.
Recentemente, numa visita a Goiânia, Flávio Bolsonaro fez questão de frisar que não tem “inimigos” em Goiás. Quem tem “inimigos” é Wilder Morais. Esta é a leitura correta de sua fala, e nem é subliminar. Mais direta, impossível
Vale lembrar que Michel Temer havia sido vice-presidente da petista Dilma Rousseff. Depois, com o impeachment, se tornou presidente da República.
Como ministro do STF, Alexandre de Moraes foi decisivo para a prisão de Jair Bolsonaro. Então, direta ou indiretamente, Wilder Morais colaborou com Xandão e prejudicou o Bolsonaro-chefe.

Há também uma queda vermelha de Wilder Morais. O bolsonarismo pediu — até implorou — que Wilder Morais votasse contra a indicação de Jorge Messias para o STF. No dia da votação, com todo mundo do PL procurando, o senador não compareceu à sessão. Inventou uma desculpa, mas não convenceu nenhum dos Bolsonaros — muito menos Eduardo e Flávio (que, em Goiás, articulam com o deputado federal Gustavo Gayer e com o ex-deputado federal Major Vitor Hugo).
(Recentemente, numa visita a Goiânia, Flávio Bolsonaro fez questão de frisar que não tem “inimigos” em Goiás. Quem tem “inimigos” é Wilder Morais. Esta é a leitura correta de sua fala, e nem é subliminar. Mais direta, impossível.)
De fato, Wilder Morais não votou a favor, mas não votou contra a indicação de Jorge Messias. Os Bolsonaros não o perdoam. Assim como os bolsonaristas. (E.F.B.)


