Eleito senador por Goiás, Gustavo Gayer diz que começará a articular impeachment de ministro do STF nesta segunda-feira
04 outubro 2026 às 22h54

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Hoje deputado federal, Gustavo Gayer (PL) foi o campeão de votos para o Senado em Goiás. O bolsonarista recebeu 1,6 milhão de votos, o equivalente a 24,5% dos votos válidos.
Em entrevista ao Jornal Opção – a primeira concedida à imprensa após a eleição, Gayer afirma que a prioridade, agora, é “eleger Flávio Bolsonaro presidente”. O filho “01” do ex-presidente Jair Bolsonaro disputará o segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Gayer também revela que a articulação para tentar o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), começa “a partir de amanhã”, segunda-feira.
Veja a entrevista:
O senhor foi eleito o senador mais bem votado de Goiás. Qual será sua primeira iniciativa tão logo seja empossado?
Eu não sei se vou assumir como senador, sinceramente, porque nós estamos lidando com um grupo criminoso, uma organização criminosa que se apoderou do Brasil e vai tentar fazer de tudo para anular as eleições. Segundo ponto: a vitória não está garantida. Nós ainda estamos lutando pela eleição do Flávio Bolsonaro.
O que a gente está vendo é uma ação por parte do sistema para tornar essa eleição inválida. Isso ficou bem claro hoje com o discurso do Andrei Rodrigues, de que se abriu uma investigação sobre interferência internacional no dia da eleição. Eles fizeram isso porque sabiam que o Flávio poderia ganhar no primeiro turno. Então, nós estamos diante de um sistema que está, diante dos nossos olhos, dando um golpe.
O Flávio Bolsonaro é a prioridade agora?
Sim. Vou agora rodar o Brasil para conquistar mais votos para o Flávio Bolsonaro, para elegê-lo presidente. Então, ainda tem o quê? Três meses para eu assumir.
Nesses três meses, eu não sou nem deputado federal, nem senador. Sou um cidadão brasileiro preocupado com a nossa nação, que vai dar tudo o que está dentro de mim, todo o meu esforço, sangue e suor, para resgatar o Brasil dessa organização criminosa. Depois das eleições, do segundo turno, aí eu vou pensar e me reunir com o Flávio Bolsonaro e com a nova equipe que vai cuidar desse Brasil para decidir o que a gente vai fazer.
Mas a minha prioridade para Goiás é ajudar o agro daqui, derrubar os impostos e os tributos de todo mundo, fazer o impeachment do Alexandre de Moraes, libertar os prisioneiros políticos e libertar Bolsonaro.
Também ajudar o nosso agro a ter crédito facilitado, menos impostos, segurança jurídica e diminuição dos tributos sobre os insumos. Mas tudo isso só vai poder acontecer se o sistema não der o golpe. E, pelo que a gente está vendo, eles vão dar o golpe.
A eleição ampliou a presença de representantes da direita e da ala conservadora. Você acredita que a pauta do impeachment de ministros do STF, como Alexandre de Moraes, já pode começar a ser debatida no primeiro semestre?
Amanhã já vai ser debatido isso. A partir de amanhã. Porque a gente já sabe que fez maioria. A gente já sabe que o próximo presidente do Senado é nosso.
A partir de amanhã, nós já vamos começar a articular o impeachment do Alexandre de Moraes, a presidência da Casa, a presidência do Rogério Marinho e o impeachment do Alexandre de Moraes. Isso não pode esperar. O Brasil está sofrendo por isso há oito anos.
O senhor vai procurar uma abertura de diálogo com o governador Daniel Vilela?
Claro. Uma das primeiras coisas que eu vou fazer aqui, pensando na parte do Estado, é sentar e conversar com o Daniel para que ele apoie o Flávio Bolsonaro.
Eu sei que ele é do MDB. O MDB, tradicionalmente, é um partido que normalmente apoia o Lula. Mas eu acho que o Daniel, por ser de Goiás, um Estado de direita, eu não o vejo como um homem de esquerda. E acredito que a gente consiga trazê-lo para apoiar o Flávio Bolsonaro a partir das próximas semanas, ou até nas próximas horas, já declarando apoio ao Flávio Bolsonaro.
Porque o Brasil inteiro tem que se unir agora para derrubar o Lula.


