Polarização marca eleição no Tribunal de Justiça de Goiás

Embora candidatos evitem o embate direto, disputa eleitoral causa polêmicas

Leobino Chaves e Carlos Escher concorrem à vaga

Leobino Chaves e Carlos Escher concorrem à vaga

O desembargador Leobino Chaves estava com quase tudo garantido para ser definido como o novo presidente do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO) no dia 19 de dezembro. Como o desembargador mais antigo da Corte com disposição para assumir o cargo, ele tinha o peso da tradição ao seu lado para assumir a cadeira hoje ocupada por Ney Teles de Paula.

Mas, então, o desembargador Carlos Escher resolveu entrar no páreo, provocando um pequeno alvoroço entre aqueles que acompanham o processo. Por lei, podem concorrer à presidência, à vice e ao cargo de corregedor no tribunal os três mais antigos da Casa. Mas, costumeiramente, são aqueles que atuam mais tempo que acabam eleitos e poucas vezes têm que enfrentar a disputa eleitoral.

Leobino disse que prefere não se manifestar sobre o surgimento do novo concorrente. Segundo o desembargador, qualquer coisa que seja dita nesse sentido tem a tendência de provocar uma “polemização”.

Ainda assim, ele fez questão de ressaltar ao Jornal Opção Online que tem o direito “natural” a se candidatar e que tem total legitimidade quanto à postulação de seu nome. “Não estou falando nada quanto ao antagônico”, destacou o candidato.

Já Carlos Escher ameniza as polêmicas suscitadas por sua candidatura. Segundo ele, a ideia é oferecer mais uma opção aos eleitores. “Por que só um poderia concorrer? Na hora do voto, o colega vai e escolhe entre um e outro”, diz. Atualmente, são 36 os desembargadores no tribunal.

Escher salienta que a ideia de que apenas o mais antigo poderia ser o presidente não corresponde aos anseios de nenhum dos envolvidos no processo. “Nada que é imposto é salutar”, assegura.

No intuito de garantir sua eleição, o desembargador conta que tem conversado com a maioria dos colegas que, segundo ele, conhecem sua disposição  e lisura. Todos eles, relata, têm elogiado o fato de terem uma opção a mais de representatividade, mas não se manifestaram sobre o pleito. Apesar disso, diz-se nos bastidores que ele já desponta como o favorito.

E qual seria o diferencial do novo candidato com relação ao antigo? Segundo o próprio, ele não pode falar nada a respeito porque não conhece o plano de metas de Leobino. “O que posso dizer é que tenho o objetivo de servir e fazer o que deve ser feito”, falou. Suas prioridades, caso eleito, serão o 1º grau e assegurar que todo cidadão que procurar a justiça seja bem atendido.

O atual presidente do TJGO, Ney Teles de Paula, foi procurado pela reportagem para expor sua opinião, mas preferiu não tecer nenhum comentário, dizendo que permanecerá isento.

Já o presidente da Associação dos Magistrado do Estado de Goiás (Asmego), Gilmar Coelho, por meio de nota, não se manifestou sobre o pleito. Declarou apenas que “uma das principais bandeiras de luta associativa da entidade é a aprovação das mudanças propostas pela Asmego no regimento interno do TJGO, o que permitirá que juízes do primeiro grau também possam votar para escolha dos dirigentes do Tribunal.”

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