Eleição de C.A. de Direito da PUC é alvo de nova polêmica

Chapa não homologada acusa decisão tendenciosa por parte da comissão. Presidente defende isenção no processo eleitoral

Mais uma vez, o processo eleitoral para eleição da nova coordenação do Centro Acadêmico Clóvis Beviláquia (CACB) de Direito da PUC Goiás é motivo de polêmica entre os estudantes da universidade. As eleições do ano passado foram canceladas por fraude nas urnas.

Desta vez, uma das chapas inscritas no processo de pré-candidatura reivindica a não homologação por parte da comissão eleitoral. O ponto de divergência teria ocorrido durante o processo de checagem da documentação das duas chapas inscritas: CACB Livre e Muda CACB.

Segundo o presidente da comissão eleitoral e atual coordenador do C.A., Pedro Egídio, Depois de 48 horas da entrega das fichas, a comissão eleitoral realizou análise dos documentos apresentados pelas chapas. “Fizemos um relatório com os erros que precisavam ser corrigidos, devolvemos, abrimos prazo para correções e depois fizemos uma segunda rodada de análise. Quando as fichas retornaram pela segunda vez, a comissão considerou a chapa CACB Livre adequada e a chapa Muda CACB como não homologada, por não ter corrigido todos os erros.”

A decisão foi tomada na última sexta-feira (11/3) em uma reunião com membros representantes das duas chapas junto à comissão eleitoral.

Contestação

José Lopes, líder da chapa Muda CACB, argumenta que alguns erros apontados pela comissão, como assinaturas que não conferem e a utilização de carteira de trabalho como documento pessoal, não constituem irregularidades.

O maior ponto de divergência, porém, é sobre a alegação por parte da comissão de que membros da chapa Muda CACB seriam estudantes do 9º período, o que é proibido pelo regulamento. Acontece que informações sobre a vida acadêmica de qualquer aluno podem ser acessadas apenas pelo próprio, segundo regras da PUC Goiás.

Em entrevista ao Jornal Opção, José Lopes, representante da chapa não homologada, acusa a comissão eleitoral de ser “tendenciosa” e alega que teriam obtido informações sobre alunos de maneira ilícita. Por fim, ele afirma que abrirá processo administrativo para apurar como a comissão conseguiu tais informações.

Pedro Egídio, atual coordenador do C.A. e presidente da comissão eleitoral, afirma que todas as assinaturas foram aprovadas e explica que a comissão contesta apenas um nome que seria de um estudante do 9º período. “Eu sei porque eu também sou no 9º período e tal aluno estuda comigo” e completa: “A comissão está agindo de acordo com o regimento e com o que está na ata da última reunião assinada, inclusive, pela chapa Muda CACB.”

Para Breno de Freitas, líder da chapa CACB Livre, única homologada no processo até agora, as eleições marcadas para o próximo dia 31 de março devem ocorrer de qualquer maneira, porém com apenas uma chapa.

Para ele, os dois grupos tiveram o mesmo tempo para corrigir os erros na ficha de inscrição e por isso, não cabe recurso ou qualquer revogação da decisão. “Em decorrência do esforço do meu grupo em se organizar e deixar tudo em ordem, seria um desrespeito se a chapa que deixou tudo para última hora concorresse também.”

Uma resposta para “Eleição de C.A. de Direito da PUC é alvo de nova polêmica”

  1. Avatar Arnaldo disse:

    Vai estudar ao invés de brincar de política

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