“Ele tem direito a um julgamento justo”, afirma advogado de João de Deus

Segundo Alberto Toron, a juíza Rosângela Rodrigues dos Santos atendeu a um dos apelos da parte por um tratamento mais compatível com a idade do médium de 77 anos

Foto: Reprodução

Em entrevista após audiência do médium João Teixeira de Faria, o João de Deus, em Abadiânia, um dos advogados de defesa Alberto Toron afirmou: “É preciso entender que ele tem direito a um julgamento justo, nem todas as acusações são procedentes”.

Segundo Toron, um dos apelos da parte à juíza Rosângela Rodrigues dos Santos foi quanto ao tratamento dado ao médium. “Ele veio de Goiânia para cá no porta malas de uma viatura. Eu acho que, por pior que tenha sido o crime praticado por alguém ou do qual ele se veja acusado, isso não é digno e não é forma de se tratar um homem de 77 anos”, pontuou.

O advogado contou à imprensa que a magistrada, assim como representantes do Ministério Público, se sensibilizaram com a situação e João de Deus já pode voltar para a Capital, onde está preso, em melhores condições. 

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Sobre o depoimento, Toron disse que o acusado respondeu a todas as perguntas feitas tanto pela juíza quanto pelos promotores e negu, categoricamente, as acusações de abuso. O médium também deu detalhes sobre o funcionamento da Casa Dom Inácio de Loyola.

Ele foi chamado para responder sobre dois casos que seguem em segredo de Justiça. Foram ouvidas duas testemunhas: uma da parte que acusa e outra levada pela defesa de João de Deus. 

O médium está preso desde 16 de dezembro de 2018, sob acusações de violência sexual, violência sexual mediante fraude, estupro de vulnerável, posse ilegal de armas, corrupção, coação de testemunhas, falsidade ideológica, entre outros. Ele está internado no Núcleo de Custódia do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia.

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