Eike batista tem prisão decretada em nova fase da Lava Jato

Desdobramento da operação que levou à prisão do ex-governador do RJ, Sérgio Cabral, investiga lavagem de dinheiro no valor de cerca de US$ 100 milhões

Empresário Eike Batista e outras oito pessoas são alvo de mandado de prisão preventiva | Foto: Fábio Pozzebom/ Arquivo Agência Brasil

Agentes da Polícia Federal cumprem na manhã desta quinta-feira (26/1) mandado de prisão preventiva contra o empresário Eike Batista e outras oito pessoas no âmbito da Operação Eficiência, desdobramento da Calicute, deflagrada no ano passado. A Operação Calicute é um desdobramento da Lava Jato que prendeu o ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, no fim de 2016.

A ação desta quinta (26), que tem o apoio do Ministério Público Federal e da Receita Federal, investiga crimes de lavagem de dinheiro desviado de obras públicas no Rio de Janeiro. Também são investigados os crimes de corrupção ativa e corrupção passiva, além de organização criminosa.

A PF apurou que os desvios chegam a cerca de US$ 100 milhões (aproximadamente de R$ 317 milhões). Segundo informações da investigação, parte do montante já foi repatriada.

Além de Eike, também foram alvos de mandados de prisão o vice-presidente de futebol do Flamengo, considerando braço direito do empresário, Flávio Godinho, o ex-governador Sérgio Cabral, já preso em Bangu, Sergio Cabral, apontado como operador do esquema, o doleiro Francisco Assis, Álvaro Galliez, ex-sócio da esposa de Cabral, Thiago Aragão e pessoas ligadas ao ex-governador que já estão presas.

O irmão do governador, Maurício de Oliveira Cabral Santos, e sua ex-mulher, Suzana Neves Cabral, são alvos de condução coercitiva.

Cerca de 80 Policiais Federais cumprem 9 mandados de prisão preventiva, 4 de condução coercitiva e 22 mandados de busca e apreensão, todos no Rio de Janeiro. Os mandados foram expedidos pela 7º Vara Federal Criminal.

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