Edward Madureira não descarta voltar às urnas em defesa das universidades e institutos federais

Sem partido e com um prazo apertado para definir por qual sigla deve concorrer, ele dialoga com PT, PDT, PSB e PCdoB. Ex-reitor da UFG pode disputar vaga na Alego ou na Câmara dos Deputados

Ainda abalado e indignado com o processo que considera como um golpe na democracia interna da Universidade Federal de Goiás (UFG), que foi a não nomeação da reitora eleita, Sandramara Chaves, o ex-reitor e ex-presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) Edward Madureira (sem partido) não descarta uma candidatura nas eleições de 2022. Caso se confirme, será a segunda vez que o professor concorrerá a um cargo eletivo.

Sem partido e com um prazo apertado para definir por qual sigla deve concorrer, o professor é sondado por quatro legendas e terá que decidir por uma até o dia 2 de abril. Edward dialoga com o PT (por onde concorreu a uma cadeira na Câmara Federal em 2014), com o PDT (que também filiou a ex-reitora da Universidade de São Paulo, Suely Vilela), o PSB e o PCdoB, que estão no campo progressista. Há também uma proximidade do ex-reitor com o presidente do PSD, Vilmar Rocha, mas não há nada que possa evoluir para o próximo pleito. 

“Apesar dos convites, o momento é de recuperar a universidade deste golpe que ainda está muito recente. Estamos todos nós muito abalados com este golpe na democracia interna que aconteceu sem precedentes na universidade e precisamos tratar sobre a reitoria. Somente após isso, nós vamos definir algo”, explica ao Jornal Opção. Madureira concorreu às eleições de 2014 a uma cadeira na Câmara Federal. Ele obteve 58.865 votos e foi o 23º deputado mais votado. Edward, inclusive, ficou na primeira suplência do PT, que elegeu Rubens Otoni.  

Questionado sobre o cargo que pretende concorrer no próximo pleito, se pode ser ao Senado, a uma das 17 cadeiras na Câmara Federal ou a uma das 41 cadeiras disponíveis na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), Edward não descarta nenhuma das hipóteses, porém não esconde a preferência por concorrer novamente a uma cadeira na Câmara dos Deputados. Ele acha mais difícil concorrer a uma cadeira de eleição majoritária, como o Senado, porque eleição majoritária independe do candidato. “É difícil haver uma disposição majoritária e onde eu tenho um grau de liberdade para definir é justamente numa eleição proporcional”, explica o ex-reitor, que garante que estas questões estão mais “vivas”, porém demandam muito trabalho.  

É justamente em Brasília que Edward acredita que pode contribuir mais, no Congresso Nacional. É onde o professor já traz algumas pautas consigo, como o orçamento discricionário das universidades que estão desaparecendo, a eliminação da lista tríplice que, segundo ele é um resquício da ditadura, além de outras pautas como a assistência estudantil e que podem ser reajustadas em Brasília.  

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