Representante dos estabelecimentos particulares de educação de Goiânia critica possibilidade: “Será péssimo para todos”

A entrega da primeira parte da proposta do Governo Federal para a reforma tributária vem preocupando o setor de prestação de serviço. Entre as áreas que podem sofrer impacto direto, a educação privada pode ter os valores das mensalidades inflacionados em até 10%, o que preocupa representantes.

Ao Jornal Opção, o presidente do Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino de Goiânia, professor Flávio Roberto de Castro, confirma a previsão de aumento. “Um dos itens que compõe a planilha de custos das anuidades escolares são os impostos”, informa o educador, que detalha já haver estudo referente ao possível aumento.

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Na proposta apresentada pelo Executivo há a unificação PIS-Cofins em uma mesma contribuição com alíquota única de 12%, mais que o triplo do atual imposto direto cobrado sobre a mensalidade de escolas e faculdade, que gira em torno de 3,65%.

“Essa discussão ainda está acontecendo e espero que isso não venha a acontecer. As famílias já estão com dificuldades, imagina se houver o aumento? Será péssimo para todos”, afirma o representante dos estabelecimentos particulares de ensino da capital.

Para Flávio Roberto, o caminho para o fortalecimento da educação passaria pela desoneração na rede privada. “As escolas poderiam oferecer vagas em troca de isenção de impostos, fica mais barato do que construir novas escolas , e combate o déficit no atendimento”, destaca.

A fala do presidente comenta o que é apontado pelo do Fórum das Entidades Representativas do Ensino Superior Particular, que prevê migração de alunos da rede privada para escolas públicas, salientando que não há quantitativo de vagas suficiente.