Eduardo Machado tenta afastar membros do PHS, mas TJ anula ação

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJ-DFT) anulou reunião realizada pelo presidente afastado do partido

Parte de limiar do TJ-DFT sobre PHS | Foto: Reprodução

O juiz Mario Henrique Silveira de Almeida, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJ-DFT), concedeu uma liminar onde anula todos os atos praticados por Eduardo Machado no dia 6 de junho, quando o político, em reunião, tentou afastar todos os membros do Diretório Nacional do Partido Humanista da Solidariedade (PHS).

O encontro foi realizado após manifestação ocorrida em Goiânia, onde militantes queimaram pneus, exibiam faixas de protestos e gritavam palavras de ordem contra a permanência de Eduardo na presidência do PHS.

“A destituição dos membros de tal órgão não poderá ser realizada por ato unilateral de apenas um de seus Membros, que convocando reunião para a cidade diversa da sede nacional do Partido, sem indicar que poderia ser admitida a deliberação por membro único, nomeou outras pessoas para o Conselho, retirou todos os outros três membros e estabeleceu a composição dos órgãos partidários de forma anti-democrática”, diz a sentença.

O vice-presidente nacional, Cláudio Maciel, afirma que “em momento algum Eduardo se defende das acusações que enfrenta no Conselho de Ética e no Conselho Fiscal, suas respostas são sempre ataques e difamações aos companheiros de partido. Insiste em querer confundir. Sabe que responde a seis processos disciplinares e está afastado do cargo e sabe como funciona, pois foi ele mesmo que criou e assinou o estatuto vigente”.

Já Luiz França, membro do Conselho Gestor Nacional (CGN), afirmou que o bom senso e a ética vão prevalecer. “Temos lutado em favor da verdade e por àqueles que acreditam no partido e em seus ideais. Nós estamos confiantes, pois a justiça será feita”, argumentou França.

O secretário Nacional de Articulação, Osmar Bria, afirmou que Eduardo perdeu completamente o apoio político. “Não tem votos no CGN, na CEN (Comissão Executiva Nacional) e nem no Diretório e como solução acha que pode sozinho expulsar todo o partido inclusive o Conselho de Ética, Conselho Fiscal e o Conselho Gestor que o investiga por suspeita de corrupção”, desabafou.

Para o vice-presidente, membro do CGN, Belarmino Souza, Eduardo Machado comete o pior dos erros que é “acreditar nas mentiras que ele mesmo conta”. “Mente pros outros e mente para si mesmo”, diz.

A sentença restitui, ainda, os membros para os devidos cargos. “Por fim, verifica-se que, em sede inicial, o reconhecimento da nulidade da reunião do dia em 6 de junho de 2017, gera em conseqüência, o retorno dos autores aos cargos e posições que ocupavam, bem como gera a suspensão de todos os efeitos e registros decorrentes da mencionada ata”, finaliza.

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