Eduardo Machado pode ser afastado da presidência do PHS nesta quinta-feira (1º)

Presidente do Conselho Nacional de Ética do partido diz que solicitação foi encaminhada ao TSE. Machado afirma que continua no comando do PHS

Foto: reprodução / site PHS

Um imbróglio envolve a permanência de Eduardo Machado na Presidência do Partido Humanista da Solidariedade. Afastado no começo de maio por não estar filiado ao partido, o atual presidente pode perder o cargo da sigla nesta quinta-feira (1/6).

De acordo com João Cândido Paiva, presidente do Conselho Nacional de Ética do PHS, a solicitação já foi encaminhada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e deve ser oficializada um dia após uma confusão na sede do partido em Brasília.

Nesta quarta-feira (31), de acordo com denúncias de integrantes do próprio partido, o tesoureiro nacional do PHS, Murilo Alves de Oliveira, tentou furtar documentos da sede do partido.

Segundo a denúncia, Eduardo Machado e Murilo Alves Oliveira foram à sede nacional do partido e determinaram que ninguém poderia entrar. Depois, mandaram dispensar os funcionários e, com a ajuda de terceiros, arrombaram a sala do responsável pela departamento financeiro e administrativo e tentaram levar documentos.

Em entrevista ao Jornal Opção, Eduardo Machado, disse que a ordem para retirada dos documentos partiu dele. “Autorizei três pessoas a retirarem documentos para fazer uma auditoria. A autorização foi feita às 7h30, portanto antes do conflito que aconteceu”, afirma o líder do PHS. A justificativa para a retirada dos documentos, segundo o presidente, é que seja feita uma investigação justamente a respeito do seu afastamento da presidência e das ações dos que atuam contra sua gestão.

O presidente do Conselho de Ética explicou que, após regularização na filiação de Eduardo Machado no PHS, ele deveria se apresentar ao partido, o que não foi feito. Após o fato, ele “abriu precedentes para ser afastado novamente”. “Nesse processo, foram identificadas outras irregularidades, acrescentadas ao processo administrativo interno”, afirmou.

Segundo João Cândido, com a retirada dos documentos da sede, então, “dentro do partido não há mais nenhum ambiente politico para ele [Eduardo Machado] gerir qualquer coisa”.

Em resposta, Eduardo Machado diz, porém, que segue na presidência do partido.

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