Presidente do PSD em Goiás afirma acreditar na possibilidade de uma alternativa para candidato à Presidência da Republica fora da polarização Lula e Bolsonaro; além de Leite, nomes de Simone Tebet e Kassab surgem à mesa

Mesmo sem nome definido para a disputa presidencial de 2022, Vilmar Rocha, presidente do PSD em Goiás, disse acreditar na possibilidade de uma alternativa, a nível nacional, de despolarização política nas eleições de 2022. Com isso, a aposta no apoio a Eduardo Leite (PSDB) e Simone Tebet (MDB), que podem estar “dentro do perfil que o PSD procura”. Para ele, inclusive, ainda há tempo e espaço político para que um candidato da terceira via se projete e cumpra esse papel, para fugir da polarização Lula (PT) e Jair Bolsonaro (PL).

A justificativa para a preferência aos nomes é a busca do partido por um candidato com perfil jovem, conciliador e moderno. Segundo ele, tanto Leite quanto Tebet preenchem tais requisitos. “Se tem tempo e espaço, então você precisa de um nome e de uma proposta. Eu tenho dois nomes”, disse. Até o começo de março, a alternativa do partido era Rodrigo Pacheco. No entanto, no dia 9, o presidente do senado afirmou que já não será mais candidato à Presidência da República. Isso, porque durante discurso, Pacheco havia dito que compromisso como presidente do Senado e com o país seriam urgentes, inadiáveis e que não permitiriam qualquer espaço para “vaidades”. Com isso, o Partido Social Democrático ficou sem um candidato para a disputa para chefe de Estado.

A sigla também havia cogitado lançar o ex-governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite. Até o final de março, os democráticos seguiam esperando uma filiação de Eduardo Leite ao partido, porém, na última semana, o ex-governador sinalizou a aliados próximos a decisão de permanecer no PSDB. No aguardo para saber se Eduardo irá conseguir viabilizar a candidatura no partido, uma vez que foi derrotado nas prévias do tucanas por João Dória, Vilmar Rocha informou que, com as convenções em agosto, até julho o cenário deve estar mais claro para Leite.

Questionado, pelo Jornal Opção, do por quê acreditar que um candidato ideal seria o Eduardo Leite, que está no PSDB, e não alguém do próprio PSD, Vilmar Rocha afirmou que o desejo ainda é alguém da sigla, mas que o ex-governador pode ser uma alternativa de apoio. “Até o momento, nós não temos um nome [PSD]. Eduardo Leite é uma boa opção, primeiro, porque ele vem ele tem uma experiência administrativa muito boa, aprovada e positiva. Tanto quanto como prefeito de Pelotas, como governador do Rio Grande do Sul. Acho que ele representaria um um elemento novo, uma nova geração chegando ao poder. Ele possui um bom perfil para ser um candidato da Terceira Via. Independente de estar ou não filiado ao PSD”, disse Vilmar.

Rocha também não descartou a possibilidade que o próprio presidente da sigla, Gilberto Kassab, seja lançado. Na última semana, Kassab disse, inclusive, não ter desistido de ter uma candidatura própria à Presidência da República, ao afirmar que a “legenda está preparada para a candidatura”. Além do próprio presidente nacional da sigla, Vilmar pontuou o nome do ex-governador do Espírito Santos, Paulo Hartung, como um “plano B” do partido na disputa nacional. “Ouvi de forma superficial sobre a possibilidade do da candidatura do Paulo Hartung”, informou Vilmar.