Em Goiânia, Eduardo Campos diz acreditar que Vanderlan Cardoso vai acabar com a polarização política em Goiás

Presidenciável se mostrou otimista com o trabalho do pré-candidato Vanderlan Cardoso. Ele ainda comentou pesquisa nacional do Ibope divulgada ontem

Vanderlan Cardoso e Eduardo Campos durante entrevista coletiva no Centro de Convenções, em Goiânia. Foto: Marcello Dantas/Jornal Opção Online

Vanderlan Cardoso e Eduardo Campos durante entrevista coletiva no Centro de Convenções, em Goiânia. Foto: Marcello Dantas/Jornal Opção Online

O presidenciável Eduardo Campos (PSB) afirmou que vê com bastante ânimo a pré-candidatura ao governo estadual do empresário e ex-prefeito de Senador Canedo, Vanderlan Cardoso (PSB), durante entrevista à imprensa no início da tarde desta sexta-feira (23/5), após o fim de sua participação no último dia do 86º Encontro Nacional da Indústria da Construção (Enic), no Centro de Convenções de Goiânia. O político afirmou que o trabalho do goiano será vitorioso.

“A população de Goiás irá em busca de uma superação da polaridade [entre PMDB e PSDB] existente há tantos anos. mas buscando uma mudança que tenha efetivamente uma experiência na gestão, seriedade e compromisso”, sugeriu o pré-candidato ao governo federal, completando que o governo de Goiás irá se aliar a uma nova gestão nacional, caso se eleja.

Política nacional

Sobre as articulações nacionais para as próximas eleições, Campos foi questionado sobre a manutenção do apoio dos partidos da base da presidente Dilma Rousseff (PT) e se legendas como PMDB e PP caberiam em seu palanque. Ele argumentou que existem partidos que não são unitários e nem sempre têm a mesma expressão de pensamento.

“O Brasil tem muito pouco tempo de democracia e não conseguiu consolidar partidos nacionais”, relembrou, complementando que é natural a associação entre líderes regionais da mesma legenda sem se aliarem ao comando nacional.

Na saída do Centro de Convenções, o ex-governador foi questionado se existe alguma central sindical o apoiando na pré-candidatura, já que a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a Força Sindical estão ligadas ao PT e PSDB, respectivamente. Ele respondeu que sim, mas sem citar qual. “Existem sindicalistas ligadas a diversos setores que estão nos apoiando pela história de vida que tenho, sempre ligado ao movimento social.”

Na oportunidade, ele confirmou presença no último encontro regional do PSB, em Goiânia, no final deste mês.

Ousadia

O pernambucano destacou que é preciso ousar para que, caso seja eleito, sejam construídas 4 milhões de casas pelo programa Minha Casa, Minha Vida. A proposta foi anunciada anteriormente durante debate no evento nacional da construção. Ex-governador de Pernambuco, Campos disse que o benefício veio para ficar e deve ser continuado.

Para o pré-candidato, o número de novas residências vai suprir o déficit habitacional no país e vai gerar novos empregos na área da construção, além de tirar famílias do aluguel. As construções, defendeu, devem ser estabelecidas na mesma região onde trabalham os beneficiados para que o tempo de viagem entre residência-serviço seja menor. “O Brasil foi aprendendo, fez a primeira edição com 1 milhão, depois com 2 milhões e agora é hora de ousar.”

Pesquisas

Campos também comentou a última pesquisa Ibope divulgada na quinta-feira (22). Para ele, o índice de intenção de votos vai aumentar à medida que a população for conhecendo a história dele e de sua vice, Marina Silva (PSB). “Quando o povo descobrir que tem uma opção para a gente mudar, mas não para o passado, e sim para o futuro, tenho certeza que vamos crescer e muito.”

O levantamento mostrou que a presidente Dilma aparece com 40% das intenções de voto na eleição deste ano. O segundo colocado na pesquisa é Aécio Neves (PSDB), com 20%; o terceiro é Eduardo Campos, com 11%; e o quarto, Pastor Everaldo, do PSC (3%). As intenções de voto nos outros seis pré-candidatos somam 3%.

Economia

O nordestino elogiou por diversas vezes o antigo colega de partido, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e criticou Dilma, candidata à reeleição durante palestra. Aos jornalistas, Campos apontou que na condução da economia o principal erro da petista foi a quebra de confiança. Na avaliação dele, Dilma deveria ter continuado mantendo a boa gestão no setor, corrigindo os erros. Mas isso não estaria ocorrendo e, por isso, a inflação sobre alimentos e os juros aumentaram.

Fim da reeleição

Antes da coletiva, Campos foi questionado pelo público sobre como enfrentar as velhas raposas políticas sem ceder ao interesse do Congresso nacional, o pré-candidato defendeu a realização de eleições a cada cinco anos (para economizar) e demonstrou apoio ao fim da reeleição do presidente. “Um mandato de cinco anos é mais produtivo do que dois de quatro anos”, contabilizou, emendando que discorda da implementação do voto distrital.

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Fernando

Com todo respeito, mas é por colocações como essa que a gente perde a fé em certas lideranças emergentes.