Durante evento, Rachel Dodge defende maior equidade de gênero no Sistema Judiciário

Conferência realizada em Goiânia busca localizar dificuldades encontradas por mulheres em órgãos de Justiça

Dodge defende maior equidade de gênero no Sistema Judiciário
Foto: Fernando Leite/ Jornal Opção

O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) deu início, nesta sexta-feira, 26, à 3ª Conferência Regional de Promotoras e Procuradoras de Justiça. A organização do evento defende que a partir dessas reuniões a entidade irá alcançar  maior equidade de gênero no Sistema de Justiça brasileiro.

Na abertura da Conferência estiveram presentes o governador do Estado, Ronaldo Caiado (DEM) e a procuradora-geral da República, Rachel Dodge. Durante sua fala, Dodge destacou que este é um importante momento para as entidades envolvidas definirem e “fazerem um diagnóstico subjetivo do quanto a carreira no Ministério Público é atraente para as mulheres”, e, a partir disso, localizar possíveis falhas.

“É uma oportunidade, sobretudo, para examinarmos se quando uma mulher ocupa um cargo como esse, tão importante, elas assumem uma pauta de equidade de gênero, contra o feminicídio, contra a violência doméstica, em favor da igualdade da participação da mulher na vida pública e privada”, defendeu a procuradora.

Segundo a organização, após os encontros serão colhidas as manifestações das promotoras e procuradoras de Justiça sobre o fluxo e os obstáculos para o ingresso, lotação, permanência, capacitação e movimentação na carreira e posteriormente refletir sobre soluções e boas práticas em plenária final.

Desigualdade no MP

Um estudo desenvolvido pelo CNMP revelou dados sobre a desigualdade de gênero no Ministério Público. Em Goiás, 63,7% dos promotores são homens, enquanto 36,7% são mulheres. Em outros cargos a distorção é ainda maior. A nível nacional 76% dos secretários-gerais são homens, e 24% mulheres.

“Nós sabemos que no Brasil, meninas são excelentes estudantes. Se formam com muito zelo e são excelentes profissionais, mas nem sempre ocupam cargos de poder nas nossas instituições, e quando ocupam queremos saber se elas se preocupam com a sorte e com a vida de outras mulheres”, finalizou Dodge.

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