Duas pessoas são presas em investigação do MPGO que apura desvio de verbas públicas

Aquisição de medicamentos judicializados teve dispensa de licitação. Foi identificado prejuízo de R$ 2 milhões aos cofres públicos do município.

Operação Capésius realizada pelo MPGO nesta segunda (13). | Foto: divulgação

O Ministério Público de Goiás (MPGO) deflagrou, na manhã desta segunda-feira (13), a operação Capésius, que investiga o desvio de verbas públicas para aquisição de medicamentos judicializados na cidade de Formosa. Duas pessoas foram presas temporariamente e sete mandados de busca e apreensão foram cumpridos. Os alvos são empresas distribuidoras e empresários.

Nos últimos seis meses, o MPGO trabalhou nas investigações. No período da pandemia, 2020 e 2021, foi identificado desvio de R$ 2 milhões dos cofres públicos do município. Além de Formosa, os mandados foram cumpridos nas cidades de Valparaíso de Goiás, Luziânia e Brazlândia.

As investigações apuram fraudes em licitações e superfaturamento de medicamentos. Segundo o MPGO, foram identificados 200% em determinados produtos adquiridos pelo Fundo Municipal de Saúde. As empresas investigadas apresentavam orçamentos falsificados de empresas reais para fraudar a licitação.

Segundo o promotor responsável pelo caso, Douglas Chegury, com as buscas desta segunda-feira (13), o MPGO concluirá as investigações. “Nossa intenção, nos próximos dias, é oferecer uma primeira denúncia. Com base nos materiais apreendidos, vamos aprofundar as investigações para oferecimento de novas denúncias”, disse o promotor.

Quatro empresas são investigadas: JA Medicamentos hospitalares Eireli-ME, Doctormed Equipamentos e Produtos Hospitalares LTDA, Mercantil Barreto Comercial de Produtos Hospitalares e Dom Bosco Hospitalar Eireli. Os empresários José Adimilson de Oliveira e Cláudio Santana dos Santos foram presos temporariamente. Elias Gomes da Silva foi alvo de buscas.

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