Duas cidades goianas registraram os maiores volumes de chuva nas últimas 24 horas, segundo informações do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Cristalina, no Entorno do Distrito Federal, acumulou 41,8 milímetros, enquanto Pires do Rio, no Sudeste goiano, registrou 24,8 milímetros.

Apesar de as pancadas de chuva não serem muito comuns em setembro, o gerente do Centro de Informações Hidrológicas, Meteorológicas e Geológicas de Goiás (Cimehgo), André Amorim, destaca que isso não representa o início definitivo do período chuvoso. Segundo o especialista, as precipitações observadas neste momento são pontuais e devem ser intercaladas por novos períodos de tempo seco.

“Essa chuva que veio não é a chuva que veio para ficar, não é o começo do período chuvoso. Vamos observar essas chuvas e, depois, teremos uma interrupção novamente.”

André Amorim conta que a expectativa é de que as chuvas se tornem mais regulares somente entre o fim de outubro e novembro, quando o período chuvoso deve se estabelecer de maneira mais consistente. “O período chuvoso mesmo ainda vai acontecer mais à frente, no final de outubro e em novembro. Estamos nessa expectativa.”

O gerente pontua ainda que as precipitações recentes estão relacionadas principalmente ao avanço de frentes frias pelo país. Algumas conseguem romper o bloqueio atmosférico e alcançar o Brasil Central, enquanto outras permanecem concentradas principalmente nas regiões Sul e Sudeste.

“A chuva não é por conta do El Niño, mas de algumas características que estão acontecendo no Brasil, como as intensas frentes frias que estão subindo pelo Sul do país. Algumas conseguem romper e chegar ao Brasil Central, e outras não.”

André destaca ainda que, além da passagem das frentes frias, a presença de nebulosidade, combinada às temperaturas elevadas, cria condições favoráveis para novas pancadas de chuva. “Agora temos bastante nebulosidade que, combinada com esse calor, favorece as áreas de instabilidade.”

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