Candidata à Prefeitura de Goiânia alegou que partido fraudou documentos que foram entregues para Justiça Eleitoral. Caso também foi levado à Polícia Federal

Após conseguir ter candidatura à Prefeitura de Goiânia registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a candidata Dra. Cristina Lopes (PL) comunicou que a sua campanha foi retomada e que está párea com os outros nomes da disputa.

Em coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira, 29, na Câmara Municipal de Goiânia, a candidata afirmou que ainda não possui CNPJ, o que a impede de fazer gastos, mas que todo o trabalho segue sendo feito de maneira voluntária.

Dra. Cristina destacou que já confirmou participação em debates e sabatinas que serão promovidos nos próximos dias por veículos de comunicação. “Estou em campanha desde que a candidatura foi aceita. O meu plano de governo, inclusive, já está registrado”, disse.

Queixa-crime

Antes da coletiva, Dra. Cristina e a advogada Nara Bueno registraram uma queixa-crime contra o Partido Liberal (PL) no Ministério Público. De acordo com elas, o partido fraudou documentos que foram entregues à Justiça Eleitoral. O caso também foi levado à Polícia Federal, sob alegação de que a situação transcende a eleição e afeta o estado democrático direito.

O PL, segundo a jurista, desrespeitou escolha feita em convenção e fraudou a ata. Além do vídeo do evento, ela afirmou que há testemunhas que comprovam a irregularidade. “É preciso apurar quem está envolvido na fraude. Pedimos também a impugnação do Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários (Drap) da coligação de Maguito”, disse Nara Bueno.

A advogada afirmou também que Dra. Cristina deve ir até o fim na campanha, mesmo que sejam apresentados recursos contra a decisão do TSE. “Esperamos que não chegue a tanto, mas o caso pode ser levado até o Supremo Tribunal Federal (STF)”, afirmou.

Por enquanto, o nome de Dra. Cristina aparece dividindo a mesma coligação do candidato do MDB, Maguito Vilela, mas a jurista acredita que logo a questão será revista.