Secretaria Municipal de Educação nega ter havido suspensão de atendimento aos alunos e afirma que há processo seletivo em andamento para substituir profissionais afastados

Foto: Fábio Costa / Jornal Opção

A vereadora Dra. Cristina (PSDB) denunciou a falta de pedagogo em alguns Centros Municipais de Educação Infantil (Cmeis) da capital. Segundo a parlamentar, já são três unidades comprovadas: “uma no Jardim Nova Esperança, outra no Jardim Colorado e uma no Maria Francisca, na região Leste”. Segundo Cristina, as mães ficaram sabendo que existe um processo de investigação em andamento na Câmara Municipal de Goiânia e apresentaram a denúncia.

“Já são 15 dias sem funcionamento regular das escolas. Em alguns Cmeis faltam professoras auxiliares para atividades educacionais. Outros dois não possuem pedagogas. Há 15 dias se dispensam crianças por falta de condições para funcionamento”, lamenta a vereadora.

Segundo a parlamentar, a Secretaria Municipal de Educação alega que existe um processo seletivo aberto para preenchimento dessas vagas. “Mas existem outras formas de resolver. A própria secretaria conta com um quadro funcionários numeroso. Ao meu ver falta boa vontade e sobra desrespeito”, criticou.

Salas modulares

A vereadora também comentou a abertura de um processo de licitação para construção de salas modulares em Goiânia. A autorização se deu por meio de publicação feita no Diário Oficial do município na última segunda-feira, 26.

Segundo a parlamentar, essas salas possuem um custo “altíssimo” e não contam com a “permanência” ideal. “Isso é um problemão. Qual a justificativa? Pressa?”, questionou. Em seguida, Cristina disparou: “É uma coisa incompreensível, a prefeitura passou três anos sem se preocupar com a questão e agora, faltando um ano e meio (para término do mandato) quer construir todas as escolas? Na minha opinião este é um gasto equivocado”.

Ela contou também que fez uma consulta junto a uma empresa de engenharia onde foi informada que uma escola permanente demandaria um prazo semelhante para ser entregue. “Eles me disseram que, havendo dinheiro, ou seja, sendo pago regularmente todas as etapas de construção da obra, não duraria dez dias a mais que as salas modulares”. Para ela, o grande problema é a falta de planejamento. “Planejamento, aliás, é uma palavra que essa gestão desconhece. Nunca vi as coisas sendo feitas tão a toque de caixa”, pontuou.

Resposta

O Jornal Opção procurou a prefeitura de Goiânia para confirmar as informações divulgadas pela vereadora. O Executivo municipal emitiu uma nota onde esclarece que tem acompanhado toda a demanda. Veja, na íntegra:

A Secretaria Municipal de Educação e Esporte (SME) informa acompanhar a demanda por profissionais das referidas unidades, bem como as demais vinculadas à Rede. Ainda, a Pasta frisa haver processo seletivo em andamento cuja finalidade é a substituição de profissionais da Educação em casos de afastamentos e licenças médicas. As convocações iniciaram em julho e são efetivadas conforme a demanda das instituições com publicações disponibilizadas no Diário Oficial do Município. A SME pontua não ter havido, em nenhum momento, suspensão do atendimento aos alunos matriculados nos três centros municipais de educação infantil (Cmei) mencionados.

A SME esclarece, também, não poupar no que toca à oferta de ensino e estrutura de qualidade, buscando o atendimento efetivo às crianças que necessitem de uma unidade escolar. A Secretaria destaca que, frente a demanda da comunidade, a implantação das salas modulares representam opção rápida e de custo reduzido construídas sobre módulos feitos de aço de alta resistência, com paredes de painel isotérmico. Suas estruturas portam sistemas elétricos, lógicos, hidráulicos e de refrigeração normatizados pelos órgãos de vigilância responsáveis. Ao todo, 14 instituições de ensino já foram contempladas com os módulos, representando mais 1.700 vagas na Educação Municipal somente com as novas estruturas.

Prefeitura de Goiânia