Dra. Cristina aposta em disputa com mais diálogo: “A experiência polarizada foi muito ruim”

Para a vereadora e pré-candidata ao Paço, e que atua como uma das líderes de oposição na Câmara, o modelo de gestão do atual prefeito pode já estar esgotado

Com pré-candidatura oficializada pelo Partido Liberal (PL), a vereadora Dra. Cristina falou com o Jornal Opção sobre a agenda de construção da sua candidatura. A parlamentar, que se destaca como uma das líderes de oposição da Câmara, conta que espera disputa menos polarizada, defendendo discussão de projetos que “olhem de verdade para a cidade”.

A chapa da sigla da vereadora é composta por 52 nomes que buscam ocupar cadeiras de vereador. A decisão pelos nomes, conforme detalha Dra. Cristina, passou por critérios bem estabelecidos. “Estabelecemos vários compromissos na construção da chapa. Por exemplo, buscamos evitar candidatos com choque de causas”, disse a pré-candidata, que explica o critério:

“Buscamos definir um nome de cada segmento. A associação de deficientes acordou um único candidato, dessa forma fortalece. Com mais de um as vozes acabam divididas e precisamos delas no parlamento, afinal a cidade é de todos”, defende, informando que há representantes de diversos segmentos, desde movimentos sociais, como da comunidade LGBT+ a até representante de setores como a Região da 44.

Sobre diálogo com outros partidos, Dra. Cristina cita que a chapa vem dialogando até mesmo com demais pré-candidatos, como os deputados federais Elias Vaz (PSB) e Francisco Júnior (PP), e deputados estaduais, como Alysson Lima (SD). “Nós precisamos estabelecer um plano que seja bom para Goiânia”, destaca a vereadora, que aposta em mais diálogo na disputa deste ano em comparação com as últimas eleições: “A experiência polarizada foi muito ruim. Precisamos olhar mais pra cidade”.

Disputa com Iris

Com a possível disputa ao lado do atual prefeito Iris Rezende (MDB), Dra. Cristina diz que “vai ser um prazer estabelecer debate”. Para a pré-candidata, Iris sempre demonstrou que era candidato à reeleição. “A história do Iris se confunde com a história de Goiânia, tanto é que ele tem a mesma idade da cidade. Vamos aos projetos”, afirma a vereadora, que diz esperar no debate o confronto produtivo de ideias.

“Mais uma vez a receita se repetiu, de entregar as obras dentro do prazo das eleições. Talvez esse modelo de gestão esteja esgotado. Precisamos saber para aonde queremos ir com relação a cidade”, segue destacando.

Por fim, quando perguntada sobre o fato da capital nunca ter tido uma mulher à frente da Prefeitura, Dra. Cristina aposta em características de gestão feminina. “Goiânia está descuidada. Falta alguém que a coloque no colo, que olhe para as pessoas, para a necessidade do ser humano. As características de organização fazem parte do perfil de vida e administração das mulheres”, finaliza.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.