Doze bandas subiram aos palcos do primeiro dia de Vaca Amarela; veja fotos

Festival chega à sua 14ª edição com line-up diversificado. Sexta-feira foi marcada pelo indie rock e terminou com o rapper paulistano Emicida

O trio paulistano d'O Terno foi um dos destaques da primeira noite de Vaca Amarela | Foto: Bruna Aidar/Jornal Opção

O trio paulistano d’O Terno foi um dos destaques da primeira noite de Vaca Amarela | Foto: Bruna Aidar/Jornal Opção

Começou o Festival  Vaca Amarela! Na sexta-feira (4/9), doze atrações se revezaram nos palcos montados no Centro Cultural Oscar Niemeyer (CCON), nesta que é a 14ª edição. A programação tem de tudo, mas o primeiro dia foi marcado pelo indie rock. Com destaque para os cariocas do Baleia, os paulitanos d’O Terno, os goianos do Carne Doce e o rapper Emicida, a Fósforo Cultural trouxe gente do país inteiro para um final de semana inteiro de música.

Os primeiros shows foram da nova safra de bandas de Goiânia. Quem deu início ao primeiro dia foi o Meio Termo, que fez sua estreia no Festival. Surgida em 2014, a banda de indie rock levou aos palcos as músicas de Tempo, seu primeiro EP. Depois foi a vez do Components. Mesmo com o público ainda chegando ao CCON, os meninos atraíram quem já estava no local com o single As Caras, primeiro material de um futuro disco.

A performance dos vocalistas foi uma das coisas que mais chamou atenção na sexta-feira. Vide a apresentação do Chá de Gim, cujo frontman atraiu o público com poesia, baião e rock, tudo junto, mas coordenado e envolvente. Stefanini veio em seguida, com músicas autorais, como Eu Sei, e mash-ups de canções pop conhecidas.

O Luziluzia foi a próxima banda e levou sua música “tropical e psicodélica” aos palcos. O grupo é conhecido no cenário goiano – dois dos integrantes são também do Boogarins – e a apresentação, claro, foi acompanhada por muita gente.

Depois do Luziluzia, João Lucas, um dos produtores do evento, subiu aos palcos para homenagear um homenageado. Os dois palcos levavam os nomes de Carlos Brandão e Daniel Belleza, figuras conhecidas do público alternativo da cidade. Coube ao João Lucas interpretar as canções de Brandão e lembrar um dos responsáveis pelo festival ter chegado onde chegou.

| Foto: Bruna Aidar/ Jornal Opção

Sofia Vaz, vocalista do Baleia | Foto: Bruna Aidar/ Jornal Opção

Outra apresentação bastante aguardada pelo público era a do grupo Baleia, do Rio de Janeiro. Vindos do Rio de Janeiro, os músicos fazem um som indie bem elaborado e, apesar de nova, a banda já acumula admiradores em Goiânia. Uma das grandes revelações da música alternativa, promete ser presença em outros festivais por aí.

Eles foram seguidos pelos seus conterrâneos do Hell Oh!, que faz parte do selo da Fósforo. Roqueiros de garagem, foram descobertos neste mesmo festival, há alguns anos atrás. Depois deles, foi a vez da música meio rock, meio eletrônica do Inky, de São Paulo.

O Terno, de São Paulo, retornou à cidade já mais conhecido e com um público aguardando ansioso a apresentação. Com carinha de londrinos e gracejos do carismático vocalista Tim Bernardes, o trio foi de longe um dos destaques da noite. No repertório, músicas dos dois discos: 66, de 2012, e O Terno, de 2014. Eu Não Preciso de Ninguém e Ai como eu me iludo fizeram a plateia cantar junto. A irreverência do grupo ficou mais evidente em Brazil, faixa que ironiza a visão estereotipada que os estrangeiros têm do país: “Como você pensa que nós vivemos no Brasil? Pendurados com os macacos nas praias do Rio?”.

A penúltima apresentação do dia foi do Carne Doce, cuja vocalista também é o ponto alto. Salma Jô se entrega e hipnotiza a plateia, que fica completamente envolvida. Eles tocaram as músicas do álbum homônimo e levaram o público à loucura com faixas como Passivo – provocativa e explícita – e Adoração.

Fechar a noite foi tarefa do rapper paulistano Emicida, um dos destaques do gênero no país. O show trouxe no repertório as canções do recém-lançado Sobre crianças, quadris, pesadelos e lições de casa. Com cenário elaborado, banda completa e coordenada, Emicida começou o show já de madrugada e mostrou porque é um dos maiores artistas da atualidade. No repertório, além das músicas do novo disco, grandes sucessos como Zica, vai lá, Nóiz, Triunfo e Dedo na Ferida.

No sábado (5/9), o festival vai ser eclético, indo do rock ao funk. Destaque para Tulipa Ruiz, para os rappers do Projeto Nave, que sobem ao palco com o rapper Síntese, e para os goianos do Overfuzz, Dry e Violins. Começa às 16h30.

Confira as fotos do primeiro dia:

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