Donos de bares e restaurantes fazem manifestação em frente ao Paço Municipal

Empresários e trabalhadores do setor se reuniram na manhã desta quarta-feira, 10, para reivindicar que algumas medidas restritivas sejam revistas a fim de evitar mais demissões no setor

Foi realizado na manhã desta quarta-feira, 10, às 9:00 horas, um protesto organizado por empresários e donos de bares e restaurantes de Goiânia. O intuito da ação era reivindicar a flexibilização das medidas restritivas que começaram a vigorar desde o dia 01° de março. O ato foi organizado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Bares e Restaurantes (Sechseg), e contou com o apoio da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) e do Sindicato dos Restaurantes, Bares e Similares de Goiânia (Sindibares).

Marlos Luz, presidente da Sechseg, afirma que já foram perdidos cerca de 6 mil postos de trabalho no setor de alimentação fora do lar em toda a capital do estado. “Ficamos mais de 7 meses afastados do trabalho e não recebemos nenhum auxílio do governo do estado e nem da prefeitura de Goiânia. Agora, novamente estamos sofrendo um novo golpe. Não vamos ficar calados, vamos lutar pelos nossos direitos.”, ressalta Marlos. 

Newton Pereira, presidente do Sindibares na capital, afirma que acredita ser contraditório que a Prefeitura não permita os serviços de pedido e retirada de comida em bares e restaurantes mas que libere a realização de atividades religiosas, uma vez que, em sua opinião, essas celebrações são capazes de gerar ainda mais aglomerações. “Estamos prontos para trabalhar com segurança e responsabilidade”, destaca Newton.

Fernando Machado, presidente da Abrasel em Goiás, afirma que os bares e restaurantes entrarão em colapso diante da imposição de tais medidas restritivas, chegando ao ponto de precisarem dispensar ainda mais funcionários, por não terem como arcar com todos as suas despesas. Especialistas no setor estimam que a marca de 10 mil demissões deva ser alcançada ainda essa semana.

Proposições

Os donos de bares e restaurantes elaboraram uma lista com as suas principais reivindicações, as quais são: volta do serviço de drive-thru e de busca de pedidos nos locais, reabertura em um momento oportuno e mediante a observância de todos os protocolos, a proibição de filas e a isenção de impostos. Eles propõem ainda o aumento da fiscalização e a criação de um disque-denúncia onde os empresários possam denunciar aqueles que não estiverem seguindo as medidas de segurança.

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