Dono da Riachuelo diz que taxar grandes fortunas empobreceria ricos

Flávio Rocha chegou a ser pré-candidato à Presidência nas últimas eleições. Em entrevista à Folha de S.Paulo, ele diz ainda que “desigualdade não é problema”

Dono da rede de lojas Riachuelo e pré-candidato a presidente da República nas eleições passadas, o empresário Flávio Rocha, disse que um imposto sobre grandes fortunas poderia até reduzir a desigualdade social, mas seria uma “via não inteligente”, porque acabaria por empobrecer os ricos. Para ele, o ideal é diminuir o Imposto de Renda, para que mais dinheiro possa ser canalizado a investimentos, aumentando a demanda por mão de obra.

Flávio Rocha, dono da Riachuelo | Foto: Reprodução

As opiniões sobre a economia, os tributos e a sociedade brasileira do ex-pretendente à presidente foram declaradas à Folha de S.Paulo em entrevista publicada neste sábado, 17. “Se desigualdade fosse o problema, tinha que dar um troféu para a Venezuela, que expulsou as fortunas para Miami ou quebrou quem insistiu em ficar”, disse.

Rocha está satisfeito com os acenos que o governo está dando na reforma tributária, mas ainda vê pontos que precisam ser ajustados. Insiste na desoneração da folha de pagamento como solução para o nó tributário. Segundo ele, as taxações sobre o salário são o “pior imposto” e o “imposto do desemprego”.

Ele rechaça também conceitos como a taxação de fortunas. “Queremos lutar contra a desigualdade ou contra a pobreza? Esse imposto consegue reduzir desigualdade, mas pela via não inteligente: expulsando ou empobrecendo os ricos”, disse à Folha. “O que se quer é enriquecer o pobres. Esse é um imposto que diminui a desigualdade, mas achatando a pirâmide, ou seja, empobrecendo os ricos.”

O empresário elogiou a nova versão da proposta de reforma tributária. O novo texto aumentou o corte na alíquota do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ), passando de 15% para 5% em 2022, e 2,5% o imposto sobre o lucro das empresas em 2023. A nova versão manteve a taxação de 20% sobre lucros e dividendos distribuídos aos sócios das empresas, com algumas excepcionalidades, como isenção de até R$ 20 mil para pequenos negócios.

Para acessar a íntegra da entrevista de Flávio Rocha à Folha de S.Paulo, clique aqui.

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