Dois senadores retiram assinaturas para instalação de CPI do MEC

Parlamentares alegam que uma CPI próximas às eleições cria palanque dentro do Congresso Nacional em ano eleitoral

Os senadores Oriovisto Guimarães (Podemos-PR) e Styvenson Valentim (Podemos-RN) decidiram retirar as suas assinaturas para a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as irregularidades no Ministério da Educação (MEC). As movimentações contrárias impedem a abertura das investigações que, para ser aberta, precisa um requerimento assinado por 27 senadores. Sem Oriovisto e Styvenson, o requerimento conta com 25 assinaturas. 

O motivo para Oriovisto ter retirado a sua assinatura, segundo ele, é que embora acredite que “fatos graves” ocorreram no Ministério, “uma CPI tão próxima das eleições acabará em palanque eleitoral”. Styvenson corrobora da ideia. Segundo ele, trazer essa discussão para dentro do Congresso Nacional em um ano eleitoral serviria apenas para dar palanque político, entretanto afirmou que “todas as denúncias de crime devem ser investigadas e os criminosos punidos”. 

Sem o apoio dos parlamentares, o requerimento fica com 25 assinaturas e precisará de mais duas para atingir o mínimo necessário para dar procedimento ao processo de abertura das investigações. Se atingir novamente as 27 assinaturas, o documento vai ao plenário para a leitura do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que decide sobre a abertura ou não da CPI. 

A CPI investigaria os casos de corrupção no MEC que foram revelados pelo jornal Folha de São Paulo. Foi revelado áudio do então ministro Milton Ribeiro dizendo que municípios próximos ao pastor Gilmar Santos teriam prioridade em suas demandas. Em depoimento à Polícia Federal, Ribeiro confirmou a autoria do áudio, mas afirmou que a gravação foi tirada de contexto. 

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