Dois professores agridem prefeito Rogério Cruz e primeira-dama durante manifestação

A confusão aconteceu em um protesto da categoria durante inauguração de Cmei; um dos homens chegou a subir no carro do prefeito

Dois homens foram detidos pela Guarda Civil Metropolitana na manhã desta quinta-feira, 31, após serem acusados de agressão ao prefeito Rogério Cruz e à primeira-dama, Thelma Cruz. O episódio ocorreu na saída do evento de inauguração do Cmei Vila Areião, no Loteamento Areião, em Goiânia. Os agressores foram identificados como Renato Regis do Carmo e Hugo Alves Rincon, ambos professores da rede municipal de Goiânia, e devem responder por crimes de lesão corporal e depredação de patrimônio público.

De acordo com a Prefeitura, enquanto um dos homens fazia ameaças, outro subiu no carro oficial e danificou o veículo – que foi levado para a Central de Flagrantes para passar por perícia. Além disso, os manifestantes teriam arremessado água e areia contra a primeira-dama. Há relatos também de que agentes da segurança pessoal do prefeito foram agredidos. Durante o ocorrido, o prefeito estava fora do veículo.

Ao longo de todo o evento, manifestantes se reuniram na rua do Cmei, com protestos por aumento dos salários da categoria. Assim que o prefeito saiu da escola, então, parou para conversar com uma professora e sofreu os ataques. “Um cara pulou em cima do carro do prefeito, amassou o carro todo e gerou um confronto. Os guardas tentando tirar, aí todo mundo entrou junto e virou uma bagunça, essa baderna toda”, comentou Paulo Henrique Francine de Oliveira, morador da região, vizinho do Cmei e pai de aluno matriculado na escola.

Ainda segundo o morador, os policiais jogaram bomba de fumaça para tentar conter a confusão e prenderam um dos rapazes, o que aqueceu ainda mais o ânimo dos manifestantes. “Uma moça disse que queria ir presa também e depois os demais professores ficaram gritando para soltar [o homem detido]”, narrou. Apesar dos gritos dos manifestantes, o homem foi encaminhado para a Central de Flagrante e o protesto seguir por alguns minutos, antes de se dispersar.

Em nota, a Prefeitura de Goiânia lamentou as cenas, classificando o episódio como de “desrespeito e violência”. O texto também informa que, “para conter os manifestantes e garantir a segurança do prefeito, agentes da Guarda Civil Metropolitana intervieram, com uso progressivo da força, para desobstruir a passagem do veículo.” A principio, a nota também dizia esperar que os agressores não fossem professores, o que não foi caso. Renato Regis do Carmo é professor na Escola Municipal Joaquim Câmara Filho, e Hugo Alves Rincon, professor na Escola Municipal Dom Tomaz Balduíno, ambas no Jardim do Cerrado.

O próprio o prefeito também chegou a condenar o episódio. “Lamento profundamente as cenas de desrespeito e violência gerados hoje por alguns manifestantes, que mancham uma categoria que exerce um trabalho tão nobre, que é ensinar pela educação e o bom exemplo”, escreveu.

Greve perde força

Apesar de estar em andamento desde o dia 15 de março, a greve dos professores municipais perdeu força ao longo dos dias. Segundo dados da própria Prefeitura de Goiânia, até esta quarta-feira, 30, 121 escolas e Centros Municipais de Educação Infantil (Cmeis) haviam desistido da paralisação. Atualmente, das 370 unidades, 259 já atendem aos estudantes, o que representa 70% das instituições municipais de ensino da capital. E, em outras 40 escolas, há registro de retorno gradual dos professores.

O Paço ainda ressaltou que o retorno dos profissionais só foi possível pela sensibilização dos prejuízos provocados pela greve após dois anos de pandemia, visto que Prefeitura de Goiânia e o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego) avançam nas negociações.

Após o ocorrido desta quinta, Rogério Cruz reafirmou que tem trabalhado para chegar a um acordo que atenda aos profissionais de Educação, e destacou que vai aumentar a média de remuneração de professores da rede municipal, atualmente superior a R$ 6 mil. “Como antecipei durante o evento, hoje à noite vamos apresentar uma proposta definitiva aos representantes de cerca de 30% dos profissionais que estão em greve para que haja o retorno integral das aulas aos mais de 100 mil alunos.”

7 respostas para “Dois professores agridem prefeito Rogério Cruz e primeira-dama durante manifestação”

  1. Avatar Vanderly disse:

    Irís nunca foi agredido pelo povo, era aplaudido.

    • Avatar Tatiane disse:

      Interessante alguém com salário de 5000 e outro 8000 fazerem esse tipo de arruaça. Então quem ganha 1 salário pode ir lá na casa dele e amassar o carro dele ? Quem vai pagar o conserto desse carro somos nós! Devia tirar o conserto do salário de quem estragou.

  2. Avatar Marcos disse:

    Pior prefeito do Brasil

  3. Avatar Antônio Pereira dos Santos Júnior disse:

    Matéria tendenciosa. Somente vocês estão afirmando que o prefeito foi agredido.

  4. Avatar Antônio Pereira dos Santos Júnior disse:

    mídia de aluguel, serve a quem paga mais.

    • Avatar Tatiane disse:

      Interessante alguém com salário de 5000 e outro 8000 fazerem esse tipo de arruaça. Então quem ganha 1 salário pode ir lá na casa dele e amassar o carro dele ? Quem vai pagar o conserto desse carro somos nós! Devia tirar o conserto do salário de quem estragou.

  5. Avatar Tatiane disse:

    Ninguém inventou os fatos não. Só filmaram. Receberam 5000 a pandemia inteira para ficar em casa.

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