Documentários debatem espaço da mulher em meios tradicionalmente machistas

Trabalhos de conclusão de curso (TCCs) de formandos em Jornalismo da Universidade Federal de Goiás (UFG) e Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC) discutem papel feminino em espaços marcados pelo protagonismo masculino e preconceito

Foto: Reprodução/YouTube

Uma das entrevistadas em A Regra do Impedimento é a apresentadora do Globo Esporte em Goiás, Thaís Freitas | Foto: Reprodução/YouTube

Dois documentários publicados entre janeiro e março no YouTube discutem, de alguma forma, direta ou indiretamente o papel da mulher e o espaço que ela tem conquistado em meios marcados tradicionalmente pelo machismo e com a figura masculina como único protagonista: o futebol e a catira.

Tanto a dança tradicional sertaneja do Centro-Oeste, com evidência no documentário Catira – As Tradições do Caipira na Modernidade, quanto o protagonismo da repórter feminina na cobertura do futebol em A Regra do Impedimento – O Protagonismo da Mulher no Jornalismo Esportivo Goianiense são tratadas como mudanças que não têm mais como ser evitadas.

No documentário sobre a catira, o elemento principal é a dança e a cultura da dança no estilo de vida do sertanejo e do caipira como traços inegáveis e que precisam ser valorizados e reconhecidos.

Mesmo que não seja o tema principal, o trabalho realizados pelos formandos pela PUC Alexsander Almeida, Ana Cristina Pucci e André Albuquerque, que contaram com a orientação da professora Bernadete Coelho e edição de André Safadi, o documentário retrata, em parte dele, o espaço que a mulher ganhou ao começar a participar dos grupos de catireiros quando entrou para a formação dos dançarinos que exibem a tradição da catira em festas e festivais.

Já no documentário da aluna Luana Carvalho, da UFG, que tem na narração Carol Almeida, na arte Vinicius de Moraes Pontes e orientação da professora Rosana Maria Ribeiro Borges, são as jornalistas que contam sua história na cobertura esportiva, principalmente e quase que exclusiva feita no futebol masculino, em entrevistas nas quais as profissionais relatam as dificuldades em ser mulher e serem respeitadas para fazer um comentário, entrevistar um jogador.

As entrevistadas do documentário também falam sobre a falta de espaço que o esporte feminino e outras modalidades têm dado o tempo exaustivo de cobertura que o futebol ganha em Goiás.

 

 

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