Três doces trazidos da Coreia do Sul como lembrança de viagem chamaram a atenção na redação do Jornal Opção não apenas pelo sabor, mas pelo contexto cultural que carregam. Os itens, presenteados por Carolina Ribeiro das redes sociais, integrante da equipe de marketing das redes do jornal, ajudam a ilustrar como snacks coreanos se tornaram símbolos de identidade cultural e de exportação da chamada “onda coreana”, impulsionada pelo K-pop, pelos doramas e pela indústria cultural do país. Carol diz que é possível encontra os doces em lojas especializadas em cultura oriental em Goiânia.

Os sabores

Entre os itens recebidos está um cookie da linha premium da marca Grains, que se diferencia pelo sabor levemente cítrico, com notas que remetem à laranja. O perfil aromático foge do padrão excessivamente doce comum em cookies ocidentais e dialoga com uma tendência da confeitaria sul-coreana de trabalhar sabores mais sutis e equilibrados.

Outro item é um biscoito maior, em formato de barra, com ilustração de um personagem em estilo cartunesco — um gato — bastante típico das embalagens coreanas. O doce se assemelha a um wafer coberto com chocolate, de sabor familiar ao paladar brasileiro. A combinação lembra chocolates e biscoitos amplamente consumidos no Brasil.

Biscoito Waffer da Coreia do Sul lembra bastante guloseimas brasileiras | Foto: Raphael Bezerra

Já o biscoito redondo à base de arroz apresenta sabor mais neutro, característica típica dos rice crackers tradicionais do país.

Na Coreia do Sul, a troca de lembranças alimentares é um hábito social consolidado. Doces, biscoitos e snacks são vistos como presentes acessíveis, simbólicos e representativos do cotidiano local. Essa cultura do “souvenir comestível” ganhou projeção internacional nos últimos anos, acompanhando a expansão do K-pop, do cinema e das séries coreanas, que ajudaram a popularizar não apenas artistas, mas também marcas, sabores e hábitos de consumo.

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