Dívida deixada na Saúde comprova falta de gestão de Iris, diz Adriana Accorsi

Para candidata petista, déficit deixado por peemedebista mostra que é preciso encarar recursos públicos com mais seriedade

A deputada estadual e candidata à Prefeitura pelo PT, Adriana Accorsi, afirmou, nesta terça-feira (27/9), ao Jornal Opção que o fato de o atual prefeito de Goiânia, Paulo Garcia (PT), expor a dívida deixada na Saúde por seu antecessor, o prefeitável Iris Rezende (PMDB), é uma demonstração de seriedade com os recursos públicos.

Adriana explicou que só ficou sabendo dessa dívida em junho, quando Paulo Garcia foi à Câmara Municipal fazer prestação de contas. À época, o prefeito declarou que ao entregar o cargo para disputar o governo em 2010, Iris deixou uma dívida de mais de R$ 170 milhões. Em valores atualizados, a quantia chega a ultrapassar os R$ 300 milhões.

De acordo com a candidata, o prefeito resolveu o problema e deixou tudo organizado para quem ganhar as eleições. “Paulo conseguiu organizar o pagamento com a Justiça e todo esse valor será pago a prestações”, esclareceu a petista.

Adriana disse ainda que, além de deixar um desafio para o próximo chefe do Executivo municipal, o episódio mostra que é necessário encarar os recursos públicos com lisura. “Afinal de contas, os recursos são do povo, da cidade. O gestor não pode deixar as contas desorganizadas para o próximo como foi feito, mas tem que cuidar com seriedade”.

A dívida

Informações oficiais revelam que, entre 2007 e 2010, a gestão de Iris Rezende deixou de repassar recursos do Teto Municipal de Média e Alta Complexidade, empenhados pelo Ministério da Saúde (MS) no custeio de atividades hospitalares e serviços de saúde em geral.

Como há hospitais públicos geridos pelo governo de Goiás na capital, como o Hugo (Hospital de Urgência de Goiânia] e o HGG (Hospital Geral de Goiânia), fica a cargo da prefeitura — que é o ente que recebe o dinheiro do MS — repassar a quantia referente a tais unidades.

No entanto, fontes revelaram que a administração municipal teria deixado de fazer os repasses ao Estado por retaliação. O governo de Alcides Rodrigues (à época no PP) atrasara pagamentos e não estaria oferecendo a quantidade de leitos ideal; assim, a gestão de Iris decidiu não mais fazer o empenho obrigatório. O PMDB não confirmou tal informação.

De qualquer forma, a dívida foi deixada para a gestão do então vice-prefeito, que assumiu após Iris se descompatibilizar para disputar o governo de Goiás em 2010.

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