“Distritos industriais precisam de licitude e agilidade”, diz diretor executivo da Adial

Edwal Portilho avalia que quanto mais atração houver para empresas se instalarem em distritos e movimentarem a economia melhor

Foto: Divulgação

Para o diretor executivo da Associação Pró Desenvolvimento Industrial de Goiás (Adial), Edwal Portilho, o Chequinho, os distritos industriais públicos — tanto do Estado como de municípios — precisam de medidas que vão além de mais rigidez. Para ele, é necessário licitude e agilidade para gerar investimentos.

“Ao longo dos anos alguns distritos tiveram objetivos de suas áreas mudados. Há casos de chácaras de lazer nesses conglomerados, que servem para outro fim que não é o fomento da indústria ou a geração de emprego. Então falta, nesse caso, Legislação e fiscalização”, disse.

Para Portilho, a agilidade na liberação de áreas para empresas que garantam investimento é, portanto, fundamental para mudar esse cenário. “Já perdemos indústrias em Goiás que reservaram espaços, mas na hora de garantir o financiamento foram barrados por questões de Legislação, não conseguiram anuência”, disse ao justificar o porquê de uma necessidade de mudança jurídica nesse processo.

Estado

Na segunda-feira, 12, o novo presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Goiás (Codego), Pedro Sales, anunciou uma reestruturação com foco na recuperação dos 35 distritos pertencentes ao Estado. Uma das medidas é uma mudança no regulamento.

“Nós estamos estudando as possibilidades jurídicas, mas já identificamos dois focos de problemas, que são as alienações em particulares e a colocação de imóveis da Codego em hipotecas. Nós estamos pensando em soluções que respeitem os investimentos em particular, mas ao mesmo tempo prestigie o patrimônio público, o interesse público, a função social da área”, apontou Sales.

Sobre isso, o diretor da Adial disse que concorda que há de se ter mudanças, mas defende um outro caminho que priorize as vendas dessas áreas por mais agilidade e investimento. “Caso não tenha sido por pura especulação imobiliária, se o empresário ficou no distrito por um tempo, mas não deu certo e ele quer vender não há nada de errado”, disse.

Ele avalia que, pelo contrário, isso movimenta a Economia quando facilita a entrada de uma outra atividade, que tenha a finalidade do distrito e gere investimento.  “Quanto antes o prédio parado passar para outra empresa trabalhar, desde que com licitude, melhor”, finalizou.

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