Disputa na cúpula faz Pros ter baixas na Assembleia Legislativa de Goiás

Indefinição do comando do partido nacional favoreceu o PRTB, que passou a contar com bloco de quatro deputados estaduais 

O Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB) em Goiás ganhou força na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), ao ampliar o número de deputados estaduais em decorrência da insatisfação com o Partido Republicano da Ordem Social (PROS). Um dos motivos seria a disputa judicial acerca do comando do Proas nacional. Agora, na Casa, o PRTB passa a contar, além dos deputados Julio Pina Neto e Charles Bento, que deve deixar o partido, com os parlamentares Coronel Adailton e Wagner Neto.

Conforme mostrou o Jornal Opção, no último dia 8 Eurípedes Júnior teve que deixar a presidência do Pros após decisão unânime da 8ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDF). A justiça também declarou nulas todas as decisões de Eurípedes a partir daquela data. Advogado de Eurípedes Júnior, Bruno Pena disse que vai recorrer da decisão. Até lá, Marcus Holanda assumiu a legenda. Em guerra interna, dias antes, caminhões chegaram a retirar maquinário da gráfica do Pros, incluindo dez veículos, um helicóptero, condicionadores de ar. Tudo estaria avaliado em cerca de R$ 50 milhões.

De acordo com Wagner Neto, diante da crise interna, eles decidiram, em comum acordo, se unir na estratégia de montar uma chapa competitiva para se reelegerem. Assim, estipularam um teto mínimo de votos, cerca de 14.300. “Dentro da Assembleia, juntamos os três candidatos menos votados em 2018. Coronel Adailton, com 11 mil votos, Julio Pina, com 13 mil, e eu com 14 mil votos”, destacou. O parlamentar não citou o colega Charles Bento, porque esse pode deixar o PRTB, por iniciativa própria ou por expulsão. 

Nas eleições de 2018, Charles Bento recebeu 18.626 votos, o que o deixa fora do teto de votos calculados pelo trio que também detém mandato na Alego. É cogitado que ele vá para o MDB, que deve sofrer baixas, com a saída de Paulo Cesar e Humberto Aidar, que está a caminho do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM). Além disso, o suplente dele, Max Menezes, que também é do MDB, deverá seguir o projeto do prefeito de Aparecida de Goiânia, Gustavo Mendanha (sem partido), migrando para legenda do grupo.  

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